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segunda-feira, 15 de junho de 2026

BTT CXM | Tiago Ribeiro sagrou-se vice campeão nacional em Master 35

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR

De Seidões para brilhar no coração da Serra da Estrela

O ciclista fafense Tiago Ribeiro elevou mais uma vez o nome de Seidões e de Fafe ao mais alto nível ao sagrar-se vice campeão nacional de BTT CXM, numa prova que define o melhor de Portugal e que decorreu no último domingo em Seia, no coração da Serra da Estrela. 

O atleta fafense mostrou a sua tenacidade ao logo dos 100 km desta prova que teve um desnível positivo de 3200 metros, revelando-se muito dura, bastando ter em conta morfologia do local onde se desenrolou e em que o  2.º lugar em Master 35 revela toda a qualidade deste ciclista que nos tem habituados a títulos e  pódios a nível nacional.   

Desde o primeiro terço da prova que Tiago fez par com outro ciclista ficando os dois na frente da corrida e ambos da mesma categoria, onde nem um nem outro conseguiu fazer a diferença e assim seguiram até aos 100 metros finais onde o adversário foi mais forte e cruzou a  linha de chegada primeiro 

Tiago volta a repetir o mesmo resultado de 2019 e 2023  e promete  continuar a lutar para conseguir o lugar mais alto, não esquecendo que é o atual campeão nacional de Gravel na categoria de Masteres 35.

Div. Honra AF Braga | Gonçalo Pereira reforça a baliza do GD Figueiredo

TEXTO: JCL | FOTO: DR  

Aos 28 anos já vestiu 15 camisolas diferentes 

O guarda redes fafense, Gonçalo Pereira, de 28 anos, é reforço da baliza do Grupo Desportivo de Figueiredo, equipa bracarense que milita na Divisão de Honra da AF Braga. Na época passada vestiu as cores do Maximinense. Esta será a sua 10.ª temporada como sénior e a 15.ª camisola que enverga desde que iniciou a a sua formação na AD Fafe.

Gonçalo Pereira já jogou na AF de Braga, AF Porto, AF de Bragança e AF de Vila Real, um périplo pouco usual para um guarda redes fafense, faltando-lhe apenas atuar na AF de Viana do Castelo para representar todos os campeonatos distritais a norte do Douro.     

Com formação na AD Fafe Vitória SC e Os Sandinenses, representou como sénior  Os Sandinenses, União Torcatense, CC Taipas, AC Gonça e UD Polvoreira todos da AF Braga, UD Mirandês da AF Bragança, FC Felgueiras B  e UDS Roriz da AF Porto e Juventude de Pedras Salgadas, da AF de Vila Real, FC Amares, Águias de Álvelos e Maximinense da AF Braga. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Aro 27 foi a Santigo de Compostela pelo difícil Caminho da Geira Romana e Arrieiros

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS DR

Fé, determinação, percalços, proteção Divina e um homem que caiu ao rio 

Foram três dias incríveis aqueles que os 16 ciclistas do Núcleo de Cicloturismo Aro 27, de Fafe, viveram pelos trilhos do Caminho da Geira Romana e Arrieiros, parte dele também conhecido pelo Caminho do Ribeiro Minhoto. O trajeto português mais difícil de todos os caminhos conhecidos de Santiago e que só foi superado com a entrega de cada um e a ajuda de todos, incluindo o motorista José Carvalho que esteve sempre presente nos locais indicados e fez um trabalho que só quem beneficiou dele pode exatamente louvar. Recomenda-se para motorista do presidente da República, porque ele não falha em momento algum.

1.º DIA | Fafe - Lobios  

A saída no dia 4 de junho junto à Câmara Municipal de Fafe coincidiu com o hastear das bandeiras naquele local, entre elas a bandeira nacional, o que reforçou ainda mais o simbolismo de uma viagem como esta. Foi uma honra ver subir a nacional e interiorizar mais um partida para a aventura, como no tempo dos descobrimentos.  

O primeiro percalço ocorreu volvidos dois quilómetros da partida com o rebentar do elo de ligação de uma corrente, mas logo se fez sentir a camaradagem, o voluntarismo e acima de tudo o querer que todos chegassem ao destino. Mais três ou quatro quilómetros à frente, aconteceu o primeiro furo, que foi prontamente solucionado, por um grupo de “mecânicos” que pela destreza e rapidez pareciam saídos de um circuito de Fórmula 1.

A primeira inclinação acentuada ocorreu com a subida do Confurco, com passagem pelo mítico Salto da Pedra Sentada, como se fosse levado para o destino um pouco do que mais icónico tem Fafe. 

Os quilómetros foram sumindo à frente das rodas das bicicletas até ao miradouro de Guilhofrei, onde mais à frente houve o primeiro reforço, o que deu forças para os quilómetros que se sucederam até ao almoço, em S. Bento da Porta Aberta, outro dos centros religiosos da Europa. 

De S. Bento a Covide foi um salto e daqui até à Mata de Albergaria e Portela do homem foi outro, apesar das muitas pedras no caminho, que obrigaram a andar com as máquinas às costas. Houve novo reforço até se atingir a meta do primeiro dia, em Lobios, localidade que serviu para pernoitar e jantar, depois de todas as burocracias exigidas pelas autoridades espanholas 

Foi neste local que o homem caiu ao rio

2.º DIA | Lobios - Pazos de Arenteiro  

No segundo dia o destino foi Pazos de Arenteiro, com o terreno a inclinar soberbamente, e as dificuldades das inclinações a serem superadas pela fé, determinação e camaradagem do grupo, não se sentindo grande diferença entre quem ia em bicicleta elétrica e normal, porque a compreensão e a simbiose criada entre todos não permitiu distanciamentos, nem tão pouco grandes atrasos e aí este grupo merece um reconhecimento porque se fundiu num único objetivo diluindo qualquer dificuldade. Houve sempre ajuda, preocupação e vontade para que o todo fosse um só. A chegada a Pazos foi prazerosa e apesar do isolamento da localidade, ninguém se sentiu só e no jantar os laços entre todos saíram ainda mais reforçados, regados com muita cerveja, o que foi apanágio em todos os dias, servindo para unir o grupo que crescia com a fermentação deste saboroso néctar.

Esta foto atesta que tudo acabou bem 
Este dia ficou marcado por dois acontecimentos que dificilmente serão esquecidos. Ambos precederam a passagem em Castro Laboreiro. No primeiro um ciclista inexperiente em mecânica apertou demais o parafuso do selim e isso originou uma epopeia em busca de um parafuso e uma porca, valendo uma alma caridosa e a habilidade do Armando para solucionar um problema que podia ter custado o fim de linha para esse atleta. O outro, foi um pouco mais grave ainda: numa paragem para fazer um registo fotográfico numa ponte, foi solicitado a um dos poucos peregrinos que encontramos pelo caminho que nos tirasse uma foto, ao que acedeu de boa vontade. Porém, na tentativa de obter o melhor ângulo acabou por cair ao rio, para espanto de todos que estavam de olhos nele. A apreensão e preocupação foi geral, mas Deus protege os que ama e os arbustos que se encontravam na margem não só evitaram que o homem tivesse caído à água como que não lhe tivesse acontecido nada. Mais do que isso a preocupação dele em não deixar cair o telemóvel topo de gama que lhe tinham passado para a mão foi tanta que ele estava com o braço no ar e o aparelho bem agarrado. Tudo acabou por correr bem e até o chapéu que parecia perdido foi resgatado. Para a posterioridade ficou uma foto com o afortunado sinistrado.     

3.º DIA | Pazos de Arenteiro - Santiago de Compostela   

O último dia começou com uma subida astronómica, mas mais uma vez foi suavizada pelo incentivo geral e pela boa comunicação. Onde não havia outra hipótese, devido a pedras altas ou piso muito escorregadio, andava-se com a bicicleta à mão. O nível das dificuldades foi subindo, mas a vontade de superar com êxito esta viagem era superior, porque no íntimo de cada um era muito mais que andar de bicicleta, era o apego a Deus e à fé que cada um levou consigo que fazia mover e ultrapassar cada obstáculo e nem dois incidentes aparentemente mais graves demoveram os seus protagonistas de continuar. Entre subidas e descidas, algum sofrimento e muita adrenalina chegou-se Codeseda um dos poucos sítios deste caminho onde se podia comer e beber e onde a senhora do estabelecimento fez questão de tirar uma fotografia ao grupo para a posterioridade.  

O cheiro a Santiago já se fazia sentir e a última paragem em Estrada serviu para acabar com o presunto e tudo o que ainda restava na carrinha.

Todos ganharam força extra para os quilómetros finais e a entrada em Santiago foi triunfal, mas para alguns as forças transformaram-se em emoção e as lágrimas percorreram-lhe a face.  

Não houve espaço para souvenires porque o tempo disponível para o banho, num ginásio local, estava apertado e o local de recolha das bicicletas também ficava em contramão. 

A proteção Divina 

No regresso fez-se paragem na Vila mais antiga de Portugal para um jantar de encerramento. Depois foi seguir até Fafe, descarregar as bicicletas e regressar ao lar cheios de histórias para contar, de momentos que fizeram vibrar, outros de apreensão e alguma angústia, mas no fim tudo acabou bem porque a Nossa Senhora de Antime, através da linha Divina, ligou a Santiago de Compostela e ambos fizeram esforços para que os sustos não passassem disso, para que todos os problemas tivessem solução e para que os peregrinos chegassem todos bem ao destino e a casa. Foi o que realmente aconteceu. A frase "estás a jogar com a Santinha", nunca fez tanto sentido.

Agradecimentos  

José Carvalho, um motorista
 com pinta e de 1.ª qualidade
  
O presidente, João Mendes, resumiu de forma esclarecedora os agradecimentos, de maneira que penso que todos assinam por baixo:

- Obrigado Paulo Cruz por toda a tua dedicação no planeamento dos percursos e dormidas. És a nossa estrela. 

- Em nome do ARO27 um agradecimento especial ao José Carvalho sempre presente com a carrinha para que nos mantivéssemos sempre hidratados e de barriga cheia e que nunca faltasse nada, mesmo o que era perdido pelo caminho. 

 - Agradecer também ao Alfredo Teixeira e a Carla Gonçalves pela comida espetacular que nos foi fornecida, estava tudo muito bom.  Agradecer a Luciana Andreia pelos bolos que estavam divinais.

 - Agradecer ao Ivo Teixeira pela cedência de algum material para que na falha de alguma bicicleta nos pudéssemos socorrer. 

- Ao Carlos Ribeiro, obrigado por ajudares a não perder nenhuma "ovelha" do nosso "rebanho".

Os mecânicos de serviço também fizeram um trabalho exemplar, destacando-se o Carlos Ribeiro e o Armando Gonçalves, sempre presentes e sempre prestáveis. 

Com gente magnífica assim fica sempre tudo muito mais fácil.

domingo, 31 de maio de 2026

Município de Fafe está imparável no Convívio Nacional Intermunicipal de Futsal

TEXTO: JCL | FOTO: DR

Prestação imaculada coloca a equipa nos oitavos 

A equipa de futsal do Município de Fafe  tem estado imparável no Convívio Nacional Intermunicipal de Futsal, onde tem o registo imaculado de três vitórias em três jogos. 

No último jogo realizado a equipa fafense venceu em Vieira do Minho, e segue invicto para os oitavos de final da competição onde tem demonstrado estar num excelente nível de forma. 

A equipa fafense tem vindo a apresentar excelente qualidade ao longo dos últimos anos, fruto da união, entrega e entreajuda de todos os atletas e demais elementos do staff.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Ciclismo | Jean Nelissen do Fafe Talho Team brilha no mediofondo do Tejo

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR 

Maior de 70 faz ver aos mais novos

O ciclista do Fafe Talho Team, Jean Nelissen, obteve um excelente resultado no Mediofondo do Tejo, ao obter o 2.º lugar em Matesrs E, escalão para maiores de 70 anos.

Revelando grande forma física num percurso ainda com algum grau de exigência em que o acumulado positivo foi de 1190 metros, o veterano ciclista ainda logrou obter o 173.º lugar na geral absoluta entre os 482 participantes do mediofondo. 

Não é a primeira vez que o ciclista honra as cores do Fafe Talho Team, as quais veste com orgulho e dignifica com o seu suor e desempenho em todas as provas que participa. 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

AF Braga | OFC Antime subiu à Divisão de Honra e Arões SC desceu à 1.ª

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR

Pica consolida-se e Cepanense faz brilharete  

O futebol distrital fafense vive por esta altura sentimentos contraditórios. Se por um lado o OFC Antime subiu à Divisão de Honra, em sentido contrário o Arões SC desceu à 1.ª Divisão (último escalão do futebol distrital). 

O objetivo do Antime vai ser o de  tentar manter-se na Divisão de Honra, onde não tem conseguido consolidar a sua posição, pelo que vai ter uma missão importante pela frente para evitar o sobe e desce dos últimos anos. 

Já o Arões SC vive o período mais negro a nível desportivo da sua história. Depois de anos em que nunca tinha descido de escalão, a subida ao Campeonato de Portugal por duas ocasiões distintas veio traçar um novo panorama no clube, que, após a segunda passagem pelos nacionais, acabou por ficar mais debilitada e aos poucos foi caindo até ao abismo. 

Com as pessoas honestas e honradas que tem no seu leme e passadas as dificuldades que encontraram para estabilizar o Clube, certamente que, aos poucos, vão reergue-lo das cinzas.

Na próxima temporada, pelo historial que arrasta atrás de si, certamente que o Arões será o nome mais sonante da 1.ª Divisão Distrital. Pelo menos na Série F será, será cabeça de cartaz, sem dúvida. 

Nas restantes equipas, destaque para a consolidação da ACD Pica na Divisão de Honra, que vai ter a companhia do OFC Antime na próxima temporada. 

Quem se destacou dos demais, foi também a  Sociedade de Recreio Cepanense que obteve o 3.º lugar na Série F da 1.ª Divisão da AF Braga. A sua melhor classificação desde que regressou ao futebol federado, podendo até fazer ainda melhor pois dispõe agora de excelentes condições para a prática do futebol (piso sintético) e poderá atrair jogadores que até agora rejeitavam o Clube pelo seu campo pelado.        

Futsal | UD torrados de Ricardo Magalhães venceu a Taça Complementar 2025/26 da AF Porto

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR

Contingente de seis fafenses na base do sucesso 

A equipa de futsal da UD Torrados, treinada pelo fafense Ricardo Magalhães, terminou a época 2025/26 em grande ao conquistar a Taça Complementar da AF Porto.

Em sete jogos da Taça complementar o Torrados que apanhou pela frente equipas como o Freixieiro, registou seis vitória e uma derrota, sendo a equipa menos batida deste troféu, com apenas nove golos sofridos.

A formação felgueirense já tinha obtido um excelente 3.º lugar na 1.ª Divisão da AF Porto, a apenas dois pontos do 2.º, numa época que foi de afirmação.

De recordar que acompanham Ricardo Magalhães nesta aventura o treinador adjunto Diogo Castro, os jogadores Rui Freitas (PJ), Miguel Costa, Luís Cardoso (Lobo) e guarda redes Bruno Ferreira. Destaque para Luís Cardoso pelos seus 15 golos apontados esta temporada em 26 partidas.  

De princípio o treinador deverá manter-se no comando técnico da equipa que se poderá reforçar para conseguir um ainda melhor desempenho.   

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Atletismo | Fábio Sampaio (UDV) com prestação honrosa em Bragança

 REDAÇÃO

Atleta fafense tem vindo a afirmar-se

Fábio Sampaio, atleta fafense que corre com as cores da União Desportiva da Várzea, obteve o 3.º lugar, na categoria M40 da prova de 10 km da Meia Maratona Cantarinhas, que decorreu no último domingo na cidade de Bragança 

O atleta classificou-se num honroso 10.º lugar da geral e foi 3.º em veteranos absolutos e 3.º na categoria de M40. 

Trata-se de um atleta que se tem vindo a firmar no panorama das provas populares de atletismo a nível da região norte.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Guarda redes Paulo Freitas | 30 anos a servir o futebol com dedicação e humildade

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS DR

“A união de um grupo supera as individualidades sem coesão”

- Dos Restauradores da Granja ao Arões SC com passagens por Vitória SC, AD Fafe e FC Vizela entre outros

- Atuou sete temporadas como guarda-redes profissional

O guarda-redes Paulo Freitas retirou-se recentemente dos relvados, devido às lesões, mas deixou para trás um legado que a maioria dos guarda-redes que terminam as suas carreiras no futebol distrital gostariam de ter. A sua atividade desportiva começou aos nove anos nos Restauradores da Granja, passou pelo Desportivo Ases de S. Jorge e terminou a formação no Vitória SC, onde esteve desde os Sub 15 até aos Sub 19, tendo sido emprestado no primeiro ano de sénior ao Torcatense. Terminou a carreira de sénior aos 39 anos, no Arões Sport Clube, entidade que representou por sete temporadas em dois ciclos. É digno de registo ter representado a A.D. Fafe, como profissional e ter passado ainda por Clubes como o Rebordosa AC, FC Vizela, FC Vaux (França) e GDU Torcatense. Atualmente este supervisor de Call Center é treinador de guarda-redes do S. Paio de Vizela que é treinado por Zezé Carvalho.

Num percurso digno de registo, onde se destacam os sete anos como profissional, fez amizades para a vida. Paulo Freitas deixou a sua marca em todos os sítios por onde passou, não só dentro, mas também fora de campo, onde teve sempre uma postura de humildade para com todos e de dignidade e respeito para com os clubes que representou. Agora, continua ligado ao desporto como técnico de guarda redes do São Paio Futebol Clube (Vizela), mas quer continuar a aprender, fazendo formações específicas, para se tornar o melhor possível e ajudar os guarda-redes a dar o melhor de si. 
Montelongo Desportivo falou com o atleta no fecho de um longo ciclo como atleta e no início de outro como treinador de guarda redes. 


Onde começou a sua atividade desportiva.

Comecei a minha atividade desportiva nos Restauradores da Granja aos 9 anos, a participar em torneios. A minha formação foi feita nos escalões de infantis durante dois anos no Ases de São Jorge e, posteriormente, completei os restantes anos de formação no Vitória de Guimarães.

E como sénior?

Enquanto sénior, joguei no Torcatense no meu primeiro ano, por empréstimo do Vitória de Guimarães. Depois, estive três épocas na A.D. Fafe. Passei ainda pelo Rebordosa AC, FC Vizela, FC Vaux (em França) e voltei ao GDU Torcatense, tendo terminado a minha carreira no Arões SC, clube onde joguei e fui capitão durante sete anos.

Houve alguém em especial, seja treinador, colega, dirigente ou simplesmente alguém ligado a algum clube que o tenha marcado para a vida?

Tenho hoje alguns dos meus melhores amigos que jogaram comigo durante vários anos nas camadas jovens do Vitória, amizades que surgiram graças ao futebol. Destaco o Luís Esteves, que atualmente trabalha com o Rui Vitória e foi meu treinador de guarda-redes, enquanto júnior no Vitória. Foi, sem dúvida, o treinador de guarda-redes que mais me influenciou e marcou. Como treinador principal, o que mais me marcou, pela sua essência e forma de pensar o futebol, foi o Zézé Carvalho.

Preferia um bom grupo a jogar no pelado ou uma equipa descaracterizada a jogar num sintético?

Claramente, prefiro um grupo mais unido, mesmo com menos condições — seja ao nível do terreno ou do balneário — do que um grupo descaracterizado, ainda que com melhores condições de trabalho. Na minha forma de ver o futebol, a união de um grupo supera as individualidades sem coesão.

Quais os momentos mais felizes da sua atividade futebolística?

Enquanto jogador de futebol, os momentos mais felizes foram, sem dúvida, enquanto júnior do Vitória, onde tínhamos um grupo fantástico, não só a nível humano, mas também de qualidade. Conseguimos fazer coisas muito boas e estivemos perto de nos tornarmos campeões nacionais.

Que clubes o marcaram mais?

Já como sénior, os clubes que mais me marcaram foram a AD Fafe, clube da minha terra, que foi um enorme prazer representar, e, por fim, o Arões, clube pelo qual aprendi a gostar e onde criei ligações muito fortes. Tive ainda a possibilidade de ser campeão regional, bem como de conquistar a Taça do Minho.

Quais foram os momentos mais tristes?

Os momentos mais tristes enquanto jogador de futebol foram, sem dúvida, as lesões. Sofri uma lesão no joelho quando representava a AD Fafe e, mais tarde, no Arões SC, tive uma lesão muito grave — a rutura total do tendão de Aquiles — e, por último, uma lesão no ligamento cruzado do joelho, que me obrigou a terminar a minha carreira futebolística mais cedo.

O que mais o caracterizava como atleta?

Enquanto atleta, o que mais me caracterizava era, sem dúvida, a minha vontade de ser melhor todos os dias, aprendendo sempre com os meus treinadores e vendo muitos jogos de futebol, especialmente de jogadores da minha posição. Destacava-se também a minha comunicação dentro de campo.

Nos últimos anos de carreira, gostava ainda de partilhar e ensinar aos mais novos aquilo que considerava pertinente, tanto no aspeto técnico como no mental.

De quer forma continua ligado ao desporto?

Enquanto recuperava da lesão no joelho e após uma fase de introspeção, decidi tirar uma formação em Gestão Desportiva, que me permite estar mais atualizado com a nova realidade do futebol e também me poderá ajudar a desempenhar funções como diretor desportivo.

Depois de estar recuperado da lesão, tive felizmente várias propostas para ser treinador de guarda-redes, das quais decidi aceitar o desafio de um ex-treinador, o Zézé Carvalho, com quem partilho uma forma de pensar o futebol semelhante, assim como valores alinhados.

Há cerca de três meses, sou treinador de guarda-redes no São Paio Futebol Clube, experiência da qual tenho gostado imenso. Procuro todos os dias crescer como treinador e estou sempre à procura de novos métodos que façam sentido para a minha visão do futebol e para o que é atualmente exigido a um guarda-redes.

Que objetivos tem no campo desportivo?

Tenho como objetivo tirar várias formações de treino específico de treinador, que me permitam continuar a evoluir e aprender todos os dias com a experiência dos meus colegas e dos próprios guarda-redes que vão surgindo, porque há sempre algo que nos pode surpreender.

O que é para si o futebol?

O futebol, para mim, é uma paixão desde a infância. Sempre tive o sonho de ser jogador profissional e tive a sorte de o concretizar durante sete anos, tendo tomado posteriormente, por decisão própria e por razões pessoais, a opção de abandonar o futebol profissional.

Que lição retira do futebol?

O futebol deu-me amizades para a vida, ensinamentos e ajudou-me a tornar-me uma melhor pessoa. Tornou-me mais forte, mais disciplinado e, acima de tudo, fez de mim o homem que sou hoje. Ao longo do meu percurso, vivi muitas alegrias e momentos que ficarão para sempre marcados na minha vida, assim como algumas tristezas que me fizeram crescer enquanto ser humano.

Só quem teve a oportunidade de viver a experiência de um balneário sabe o quão especial isso é, e o valor que esses momentos têm.


Que conselho deixa aos jogadores mais novos?

O conselho que deixo aos mais jovens é que aproveitem ao máximo o futebol, porque o tempo passa muito rápido. No entanto, mais importante ainda é manterem os valores de saber ouvir, aprender, lutar e fazer sacrifícios, pois sem isso não conseguirão singrar nem na vida nem no futebol.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Sub 13 do - OFC Antime | Rodrigo Teixeira entra para a história do Clube

TEXTO: JCL | FOTO: DR

Estreou-se a titular pela Seleção Distrital 

Rodrigo Teixeira, atleta Sub 13 do OFC Antime, está a representar a Seleção Distrital AF Braga, que participa no torneio interassociações que se realiza esta quinta feira, 2 de abril, em Ronfe, Guimarães, cuja estreia mereceu a titularidade.

O médio defensivo é o primeiro atleta masculino do OFC Antime a ser chamado a uma seleção distrital da AF Braga, entrando dessa forma para a história do clube, que tinha visto a sua ex-guarda-redes da formação do futebol feminino Maria Costa ser chamada à Seleção Distrital e Nacional e que agora representa a formação do Sporting Clube de Braga, umada das maiores referências nacional no futebol feminino. .     


 

Turismo religioso | Caminhos de Santiago também passam por Fafe

 TEXTO JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS: DR 

Variante do Caminho de Torres faz ligação ao Caminho da Geira

Um grupo de peregrinos percorreu a Variante do Caminho de Torres aos da Geira e dos Arrieiros, um novo Caminho de Santiago que atravessa os concelhos de Felgueiras, Fafe, Vieira do Minho e Terras de Bouro, a qual se encontra já em fase de certificação.

Este trajeto faz a ligação do Caminho de Santiago de Torres, em Felgueiras, ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, em Covide e Minhoto Ribeiro, em Terras de Bouro,  passando pelo Monte  de Santa Quitéria e a vila romana de Sendim em Felgueiras, Silvares S. Martinho  Antime, S. Gens, Moreira do Rei, Lagoa e Mós  em Fafe, Guilhofrei e Vieira do Minho e ainda S. Bento da Porta Aberta e Covide, em Terras de Bouro, onde interliga com o Caminho da Geira e Arrieiros.

Esta Variante dos Caminhos de Santiago tem uma extensão total de 75 Km, a partir de Sendim, Felgueiras, até Covide que pode ser dividido em três etapas. 

O professor Alfredo Vilela é o grande responsável por esta variante, o qual se tem dedicado de forma singular ao aprimoramento do caminho, descobrindo e acrescentando novos trilhos de montanha de forma tornar a viagem mais interessante e apelativa. Há dois fafenses, entre outras pessoas, que também se têm entregue à causa e já fizeram as três etapas. Luís Queirós Silva, dos Restauradores da Granja e Jaime Barros dos Caminheiros de Fafe, já conhecem bem esta variante dos caminhos de Santiago. 

Luís Queirós Silva aceitou fazer para Montelongo desportivo um resumo do que é possível apreciar nesta Variante que é uma mais valia para o Turismo em Fafe.

“A primeira etapa foi feita entre Felgueiras e Antime, de cerca de 12km, de dificuldade fácil e com alguns pontos interessantes como o monte de Santa Quitéria, a Vila Romana de Sendim e uma vista panorâmica a chegar a Antime”.

“A segunda etapa foi feita entre Antime a Senhora das Neves, na Lagoa, com cerca de 18 km. De dificuldade fácil a moderado, mas muito interessante. com passagem por Antime, S. Gens, Moreira do Rei e Lagoa. Um trajeto que conjuga o aspeto histórico e com o paisagístico, que se revelam ainda mais espetaculares na subida para o Lugar de Lagoa, que pertence à União de Freguesias de Moreira de Rei e Várzea Cova, Fafe”. 

“A terceira etapa foi percorrida entre Lagoa e S. Bento da Porta Aberta, numa distância de cerca de 33 km. “Uma etapa lindíssima com as paisagens vistas do Lugar do Mós para a serra do Gerês e da Cabreira. A passagem por Guilhofrei e pela sua linda igreja de S. Tiago e as margens do da Barragem do Ermal até Mosteiro, em Vieira do Minho, passando depois pelo centro da Vila e subindo para a Senhora da Fé. Uma subida dura, mas que, com moderação, se faz bem. A descida até Ventosa, depois da chegada a S. Bento, também é um pouco exigente”. 

Esta Variante está em fase de certificação e é também uma alternativa para quem faz a peregrinação a São Bento, pois é um caminho mais tranquilo e mais seguro. A etapa de 33 km pode ser dividida em duas, ficando ao critério de quem a faz.

A verdade é que, agora, Fafe também faz parte integrante dos Caminhos de Santiago, acrescentando-lhe um trajeto cheio de atividade religiosa, passando por pontos e locais míticos, levando os peregrinos a apreciar a enorme beleza das Serras de Fafe, através de Serras e veredas e se se revelam a verdadeiros miradouros naturais, permitindo alcançar muito para além do que que se consegue ver.

terça-feira, 31 de março de 2026

1.ª Divisão AF Braga – Série F | OFC Antime já é líder isolado e SR Cepanense soma a sexta seguida

 

Foto: Jorge Rodrigues

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS: DR

Ases vencem com emoção no Arco Baúlhe

Foto: JCL -. Ases festejam
golo monumental de Leo 
OFC Antime isolou-se, no último domingo, na Série F da 1.ª Divisão da AF Braga ao vencer no terreno do GD Cavez por 2-1 e beneficiar do empate caseiro do Atlético Cabeceirense com o GRC Rossas a duas bolas, somando agora mais dois pontos que o rival.

Nos restantes jogos, o destaque vai para a vitória do Desportivo Ases de S. Jorge no recinto do Desportivo Arco de Baúlhe por 3-2, numa partida de grande emoção, em que as equipas se deram ao jogo e empolgaram a plateia que foi brindada com cinco golos. Os Ases passaram a ser de trunfo na era careca.

Quem está também na mó de cima é a SR Cepanense que somou a sexta vitória consecutiva, numa partida em que recebeu e venceu o GCD Regadas por 1-0, num jogo em que o Regadas teve tudo para levar os três pontos, mas foi demasiado perdulário ao logo de toda a partida, falhando até golos cantados. O Regadas continua a ser 3.º, seguido do Cepanense que é 4.º, agora a apenas dois pontos.

Foto: DR - Cepanense festeja a sexta vitória 

GDC Serafão não condescendeu na receção ao GDST Pinheiro a quem despachou com o carimbo de 3-0, naquela que foi a segunda vitória da temporada para a equipa que joga no Campo da Chafarica.  

GA Travassós é que não foi muito feliz na deslocação ao recinto do GDC Mosteiro, onde perdeu por 3-1.

A seis jornadas para o final as emoções estão ao rubro, tanto no que diz respeito ao título de campeão, como à luta pelo 3.º lugar.

Na próxima jornada haverá mais um dérbi, entre o OFC Antime e o GDC Serafão.

Duas notas finais: A primeira: para as excelentes instalações, para um clube do distrital, em Cepães, mesmo a ouvir quase constantemente um irritante alarme de uma casa contígua ao recinto de jogo, cujas pessoas se encontravam em casa e soar do alarme não era cíclico. A segunda: para as bifanas do bar do Desportivo Arco de Baúlhe, de excelente qualidade e confeção e também com boas condições para assistir aos jogos. 

São este tipo de condimentos e o saber receber, que fazem crescer as assistências aos jogos e juntar os amigos. Quem não se lembra das famosas bifanas do Chefe Silva, em Antime, onde muita gente se deslocava só para apreciar aquele petisco?