TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS: DR
Palmas, carinho e lágrimas na chegada
Realizou-se no último domingo o tradicional Passeio de Cicloturismo entre Fafe e o Santuário de Fátima, realizado pela equipa do Fafe Talho Team, que levou ao altar do mundo 23 determinados cicloturistas, em mais uma jornada de fé e superação com algum sacrifício pelo meio.
A concentração deu-se muito cedo ainda sem o raiar da aurora junto à Praça das Comunidades, onde se fizeram os primeiros cumprimentos aos camaradas de jornada e os últimos acertos e verificações no material.
A partida simbólica ocorreu na Câmara Municipal de Fafe, onde foi feito o primeiro registo fotográfico, com passagem para novo click no Fafe Talho, para depois dar corda às pernas que moveram as bicicletas até à Ponte D. Luís no Porto, mas antes foram recolhidos em andamento, mais três comparsas, em Santo Tirso.Depois do “Kodak” voltar a clicar, o destino foi a explanada junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Aguda, para o pequeno almoço, sendo com essa energia que foi atingido o ponto de encontro para o almoço, onde os ciclistas eram esperados pelos familiares que se deslocaram em dois autocarros, fretados pelo Fafe Talho. O Parque da Vista Alegre, em Ílhavo, serviu para o reforço alimentar, bem regado com vários tipos de bebida e também para o reencontro com familiares, cumpridos que estavam 150 km.
Volvido algum tempo os ciclistas regressaram à estrada para dar cumprimento à parte final do desafio, notando-se a habitual dificuldade em regressar ao ritmo antes alcançado, o que foi surgindo de forma progressiva.Conforme os pneus galgavam a estrada o cansaço ia-se fazendo sentir aqui e ali e em várias partes do corpo, porque são muitas horas em cima de uma bicicleta e este não é propriamente um meio de transporte confortável, mas como quem corre por gosto não cansa, o pensamento no objetivo e a fé de cada um engaram o cansaço e as dores e seguiram em frente.
De tarde houve mais paragens porque o calor apertou e houve necessidade de hidratar mais, mas isso teve o reverso positivo da medalha, que foi conviver mais também.
De Leiria até Fátima o trajeto é sempre menos prazeroso para o corpo, mas reconfortante para a alma porque já se vão avistando as placas com o nome da digníssima Senhora que nos move e alimenta a alma por centenas de quilómetros através da fé.
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| Momento da justa homenagem a José António |
Depois das orações, do banho e do jantar, após a espera para cumprir os horários dos motoristas, deu-se o regresso.
Para o ano, com estes, ou com outros ciclistas, haverá mais se Deus quiser.





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