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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Capitão da SR Cepanense | Rui Costa pendura as chuteiras aos 31 anos




ENTREVISTA POR: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS: DR


Será sempre o meu querido Cepanense”

- Após lesão grave foi aconselhado a parar, mas ainda jogou mais oito temporadas”


Está à porta mais um Campeonato Distrital da 1.ª Divisão, que já não contará com Rui Costa, capitão da Sociedade de Recreio Cepanense nas últimas cinco temporadas, que deu por terminada a carreira de futebolista aos 31 anos o que se deve a uma conjugação de fatores, entre eles uma lesão antiga no joelho. Não era um jogador tecnicista, mas tinha outras valências que não estão ao alcance de qualquer atleta. Capacidade de liderança, espírito de grupo, com entregue sem limites, missão de sacrifício e sempre inconformado com os resultados negativos porque na sua mente há sempre motivação para lutar até ao último fôlego, Rui Costa é um caso raro de resiliência e dedicação. Após uma lesão grave, e lhe terem dito para não jogar mais, regressou três épocas depois e prolongou a atividade futebolística por mais oito temporadas para criar memórias e fazer amizades para a vida. Sente um orgulho enorme por ter ostentando a braçadeira da SRC nas últimas cinco temporadas e só lamenta ter deixado de jogar sem uma subida de divisão pelo seu querido Cepanense. Saiba um pouco mais deste brioso atleta que jogava a lateral direito e médio defensivo e que vai deixar saudades pela sua forma de estar no futebol onde deixa um lindo bordado.   


Onde e quando começou a sua atividade desportiva?

Comecei aos 6 anos no GD Golães nos torneios da CM Fafe.

Em que clubes fez formação?

GD Golães, AD Fafe até aos infantis, Ases de S. Jorge iniciados e juvenis e novamente AD Fafe no Nacional de Juniores, sob as ordens de Ivo Castro.

E como sénior quem representou no futebol?

GD Silvares, ADCR Santa Cristina, GD Pardelhas e SR Cepanense, nas últimas cinco épocas.

Quais os momentos mais felizes da sua atividade futebolística?

Tenho muitos. Nos Ases de S. Jorge quando subimos de à divisão de Honra nos juvenis, sob comando de Mário Bi e ficamos a um ponto de ser campeões, o que me levou a verter muitas lágrimas. Adorei muito jogar no Fafe onde senti que era tudo muito profissional e no Pardelhas, numa temporada pós-covide onde fizemos uma época espetacular, fizemos segundo lugar e fomos finalistas na Taça David Peixoto. Não posso esquecer os cinco maravilhosos anos que passei no meu querido Cepanense onde encontrei pessoas espetaculares que seguem para a vida toda e vivi também a transição do futebol popular para o regresso aos distritais e por fim assisti à concretização do grande sonho do campo sintético.

E o mais triste?

A lesão da rotura do ligamento cruzado anterior, quando representei o GD Silvares, acrescida de lesão no menisco, o que me atirou para fora do campo durante três temporadas. Foi o único jogo que fiz pelo Silvares e acabei por me lesionar na parte final da partida, jogada em casa contra o Santiago de Mascotelos.   

Depois de uma lesão tão grave porque resolveu voltar a jogar?

A paixão e o vício pelo futebol não me permitiram estar inativo, apesar de todos os conselhos que me deram serem de não voltar a fazê-lo sob pena de agravar a situação e ficar com lesões irrecuperáveis e permanentes. Contra todas as previsões, ainda joguei mais oito temporadas.

O que mais o caracterizava como jogador?

Podia não ter muitos atributos técnicos, mas sobrava-me atitude, raça, entrega empenho nos treinos e nos jogos, capacidade de liderança, espírito de solidariedade e capacidade de sofrimento. Para mim o jogo só acabava quando o árbitro apitava e entregava-me de corpo e alma, mesmo que todos os outros colegas pensassem que já não valia a pena.

 O que significou ser capitão?

Foi uma grande honra, porque vejo isso como reconhecimento pelas minhas capacidades de liderança e de defesa dos interesses de todos os meus companheiros e do clube, que sempre honrei dentro e fora de campo sem poupar no esforço e no empenho.

Houve alguém em especial, seja treinador, colega, dirigente ou simplesmente alguém ligado a algum clube que o tenha marcado para a vida?

Em todos os clubes que passei fiz amigos para a vida, mas destaco um quando ainda era praticamente uma criança, o João Pedro, que foi um grande amigo e que continua a ser. Estou-lhe eternamente grato, bem como aos seus pais, que, naquele tempo me permitiram chegar aos treinos na AD Fafe, o que doutra forma não era possível.

 Porque resolveu deixar de jogar?

O principal motivo foram os sinais que o joelho lesionado vinha a dar e me obrigava a fazer alguns sacrifícios. A vida profissional não me permitia muito descanso, pois trabalho para além do horário laboral e, depois de constituir família, principalmente após ser pai, ponderei muito bem o que queria para a vida e o que era melhor para os meus.

O que dizer de uma instituição centenária como é a SRC?

Um clube de gente trabalhadora, com um grande amor ao clube e à freguesia. Dentro das possibilidades nunca deixaram que faltasse nada aos atletas.  Não descansaram enquanto não conseguiram o campo sintético. Tem umas instalações muitos praticas e asseadas. Preocuparam-se sempre com o bem estar dos atletas. Uma instituição que fica no meu coração para sempre. Resumindo será sempre o meu querido Cepanense.

O que ficou por fazer ou realizar na sua atividade desportiva?

Nunca fui muito ambicioso em chegar a este ou aquele patamar. A minha maior preocupação foi sempre dar o máximo por cada emblema e honrar e respeitar a camisola que vestia. A única coisa que me faltou foi uma subida de divisão pelo Cepanense, o que seria a cereja no topo do bolo, depois de ter sido capitão e da excelente temporada que fizemos no meu ano de despedida.  

Vai continuar ligado ao desporto depois de ter sido jogador de futebol?

Apesar de ter convites para continuar a jogar não ponderei sequer a hipótese, para isso continuava onde estava e onde me sentia muito bem. Fui também convidado para treinador adjunto por dois clubes, mas pelo que já disse atrás declinei. No futuro, quando tiver a vida familiar mais estabilizada, sem precisar quando isso possa acontecer, não coloco de lado a hipótese de fazer parte de uma equipa técnica e, quem sabe até, tirar o curso de treinador de futebol. Até lá vou ver se não perco um jogo do meu querido Cepanense.

De que vai sentir mais falta?

Do ambiente do balneário, de ter uma segunda família, como tinha na SRC, do ambiente dos jogos, dos convívios nos treinos, nos jogos e fora deles. O futebol foi para mim um mundo à parte, onde me sentia feliz e realizado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Futsal | Município de Fafe desloca-se às Caldas da Rainha para o Campeonato Intermunicipal


REDAÇÁO 

Segunda mão joga-se a 19 de setembro no Multiusos  

A equipa de Futsal do Município de Fafe, joga no próximo Sábado às 11:00 horas, a primeira mão dos Oitavos de Final do Campeonato Nacional Intermunicipal de Futsal nas  Caldas da Rainha com a equipa do Município local.

A segunda mão será em Fafe, no Pavilhão Multiusos no dia 19 de Setembro às 11:00 horas.

De salientar que no  campeonato de 2025, a equipa fafense alcançou os Quartos de Final