.

.
.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

1.ª Div. AF Braga | SR Cepanense regressa ao futebol distrital 15 anos depois

TEXTO E FOTO: JOÃO CARLOS LOPES 

Um regresso muito saudado 

A Sociedade de Recreio Cepanense está de regresso às competições oficiais da Associação de Futebol de Braga na temporada 2020/2021, decorridos 15 anos após a última participação nos campeonatos distritais. 

é Um regresso muito saudado de um clube histórico do concelho de Fafe que, noutros tempos teve grandes equipas de futebol, onde passaram dos melhores jogadores do futebol distrital fafense e que recentemente fez grandes melhorias nas suas infraestruturas com o alargamento do recinto de jogo e e remodelação dos balneários, criando todas as condições para acolher este regresso aos distritais de futebol. 

Isto só é possível porque "Há uma grande vontade e motivação por parte da estrutura diretiva e massa adepta traduzida neste regresso". 

Os responsáveis anunciam que brevemente e de forma oportuna serão divulgadas informações adicionais relativas à equipa técnica e formação do plantel. Este é sem dúvida um regresso muito saudado de uma equipa histórica do Concelho de Fafe. 

sábado, 20 de junho de 2020

Div. Honra AF Braga | Duas renovações e uma contratação na ACD Pica


REDAÇÃO

Mais experiência para o eixo defensivo 

A ACD Pica continua a angariar jogadores para o plantel da época 2020/2021 e nesse sentido anunciou a renovação de Rafa e Dédé e a chegada de Jorge Ferreira (ex-GD Serzedelo ) para a sua defesa.


Rafa é um jovem guarda redes que chegou a meio da época anterior e que continuará a envergar o emblema auriceleste.

Dédé é um jogador que realizou uma primeira época bastante positiva na Pica e que renova com o intuito de dar seguimento a essa onda. 

Já Jorge Ferreira é um central de 34 anos, que conta com uma longa passagem pelo Felgueiras, e que reforça o eixo defensivo.


Futsal - 2.ª Div. Nac. | AD Fafe apresentou três jogadores muitos jovens



REDAÇÃO

Uma renovação e duas contratações

Mantendo o foco no presente mas sempre com a mente no futuro a AD Fafe anunciou três justiceiros que irão integrar os juniores e o seniores do Futsal AD Fafe.

João Lemos, ala de 16 anos, renovou com a AD Fafe;

Rafael Vasconcelos, fixo de 18 anos, chega ao nosso clube vindo dos Piratas de Creixomil;

Sérgio Alves, guarda-redes de 17 anos, torna-se agora justiceiro após ter representado o JUNI.



sexta-feira, 19 de junho de 2020

Futsal - 2.ª Div. Nac. | Guarda-redes Filipe Moura mantém-se de aurinegro

TEXTO: JCL | FOTO: DR

Um atleta que dá garantias

O guarda-redes Filipe Moura tinha chegado o futsal da AD Fafe em 2018/19 e por lá se manteve  nas duas últimos temporadas e vai-se manter pelo menos por mais uma. 

Formado na equipa cabeceirense do Contacto futsal, com uma passagem também na formação pelo GR Vilaverdense quando chegou ao Fafe já tinha representado a equipa rouxa e branca por três anos, sendo agora um guarda-redes mais maduro e com o qual o técnico Nelo Darque contará.   

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Marçal está de regresso aos nacionais de futebol ao transferir-se para o AR S. Martinho


Futsal - 1.ª Div. Nac. | Guardiã Bruna Barros renovou pelo GCR Nun'Álvares


TEXTO: JCL | FOTO: DR

Uma jovem formada no Clube   


A guarda-redes Bruna Barros, de apenas 18 anos de idade vai cumprir a segunda época como sénior do GCR Nun'Álvares mantendo-se na equipa orientada por Rui Pedro Cunha. 

A atleta foi formada nas Condestáveis e está imbuída do espírito que norteia esta colecticidade fafense pelo que também cumpriu mais cinco temporadas na formação do Clube.     

Nos últimos anos habituou-se a lidar com as várias guarda-redes que foram passando pelas seniores do Clube pelo que, apesar da pouca idade, foi adquirindo alguma experiência. 

Futsal - 2.ª Div. Nac. | Carlos André renovou com a AD Fafe


TEXTO: JCL | FOTO: DR 

10 anos a servir a AD Fafe 

O ala Carlos André, de apenas 20 anos, renovou com a AD Fafe e vai cumprir a quarta temporada ao serviço da equipa sénior  aurinegra, depois de na pretérita temporada ter feito 18 jogos e apontado cinco golos. 

Se tivermos em conta a formação que fez no futebol e o futsal o jovem jogador vai cumprir a décima temporada com o emblema do Fafe ao peito o que faz dele, apesar da idade, o jogador mais se identifica com o clube.

Certamente que o Mister Nelo Darque vai ajudar o jovem a evoluir ainda mais no crescimento sustentando que tem vim a mostrar de ano para ano.   


Andebol | Não saiu Direção da Assembleia Geral extraordinária do AC Fafe

TEXTO. JCL | FOTO: P.B.C.

Comissão Administrativa será a solução mais viável 

Não saiu qualquer elenco directivo da Assembleia Geral extraordinária do AC Fafe realizada na noite da última quarta-feira no anfiteatro da Casa Municipal da Cultura, menos concorrida que a a anterior. 

Perante este impasse directivo o presidente da Assembleia Geral Pedro Valente, assume, por inerência do cargo, interinamente, os destinos do Clube até que surja uma solução, sendo mais provável que se venha a constituir uma Comissão Administrativa. 

Recorde-se que o AC Fafe movimenta centena de atletas da formação e tem duas equipas seniores em competição, uma na 2.ª e outra na 3.ª divisão nacional e esta é a altura para renovar com os atletas e contratar eventuais reforços.    

De recordar que a anterior direcção cessou funções a 5 de Junho, altura da primeira assembleia geral que deu origem ao prolongamento para esta no intuito de encontrar uma Direção.       

Futsal 1.ª Div. Nac. | Leninha (ex-Nun'Álvares) transfere-se para o SL Benfica

REDAÇÃO

"Posso prometer muita entrega e muito querer"


A ex-jogadora do GCR Nun'Álvares, Helena Nunes (Leninha), que joga como ala, transferiu-se para o SL Benfica, naquela que é em termos de impacto a maior transferência de uma jogadora formada no clube fafense até hoje. 

Após cumprir grande parte da sua formação no Nun'Álvares, a ala de 18 anos assegura dedicação total no novo projeto.

"Posso prometer muita entrega e muito querer. Vou dar o máximo para me tornar melhor e poder ser mais uma para ajudar a equipa. Enquanto colega de equipa gosto de entrar sempre nas brincadeiras, e na maioria das vezes ando sempre bem-disposta, o que é bom para o espírito de grupo", frisou, relembrando que também já conhece algumas das futuras colegas de equipa.

"O facto de já as conhecer e de termos uma boa ligação vai facilitar a minha entrada. É muito melhor chegar a um espaço onde já conhecemos alguém do que chegar e não termos o mínimo contacto com quem quer que seja. Tenho a certeza de que me vão apoiar e ajudar a fazer com que a minha integração seja rápida", referiu.

Leninha integrou a comitiva portuguesa que em outubro de 2018 conquistou o Ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires. Na mesma equipa também se encontravam as benfiquistas Fifó e Beatriz Sanheiro.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Futsal - 2.ª Div. Nac. | AD Fafe revela o primeiro reforço


TEXTO: JCL | FOTO: DR

Um ala habituado a marcar 

A AD Fafe apresentou o primeiro reforço para a época de 2020/21 proveniente da ADCr Caxinhas, equipa que ficou em 1.º lugar na 1.ª fase da Série B da 2.ª Divisão Nacional. 

Fábio Cardoso, tem 28 anos e joga a ala e além do Caxinas representou a equipa suiça do Futsal Silva, tendo feito toda a sua formação no Cohaemato Futsal, equipa da Leça da Palmeira. 

Na época passada marcou nove golos em 18 jogos na equipa de Vila do Conde.   

Esta quarta feira há Assembleia Geral Extraordinária do AC Fafe


ASSEMBLEIA GERAL EM 17 DE JUNHO DE 2020

Convocatória

Nos termos estatutários convoco a Assembleia-geral do Andebol Clube de Fafe a reunir em sessão extraordinária, na Sala Manuel de Oliveira, sito na Rua Monsenhor Vieira de Castro, Fafe, no próximo dia 17 de Junho de 2020, pelas 21h00, com a seguinte:

Ordem de Trabalhos

1 - Eleições dos Corpos Gerentes do Clube para o Triénio 2020/2023;


NOTA: Se à hora indicada não comparecerem a maioria do número legal de associados, a assembleia reunirá nos mesmos dia e local, com a mesma ordem de trabalhos, pelas 21h30.

Fafe e Sede Social, 6 de Junho de 2020

O Presidente da Mesa da Assembleia-geral

(Pedro Valente)

terça-feira, 16 de junho de 2020

AF Braga | Tiago Cunha de saída do cargo de Selecionador Distrital de Seniores

REDAÇÃO

Terminou hoje mais um ciclo  

Tiago Cunha deixa, a partir de hoje, de estar no comando da Seleção Distrital de Seniores da AF Braga.

A Associação de Futebol de Braga comunica que hoje, 16 de junho, termina a ligação de Tiago Cunha com a AF Braga e ao serviço da Seleção Distrital de Seniores. 

A AF Braga agradece todo o empenho e profissionalismo, enaltecendo o trabalho realizado na nossa Seleção.


Ao treinador Tiago Cunha e à sua equipa técnica composta por Eduardo Silva e Joel Mendes, que sempre mostraram uma enorme lealdade para com a instituição, a AF Braga endereça as maiores felicidades pessoais e profissionais para o futuro.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Faleceu Maria Costa | Atleta juvenil do Nun'Álvares a quem as colegas dedicavam os golos

Maria Costa é a atleta do lado
esquerdo, aqui com a sua irmã gémea  
REDAÇÃO

Até sempre Maria...

Faleceu e já foi hoje a enterrar a atleta juvenil do Grupo Nun'Ávares, Maria, com apenas 16 anos de idade, vítima de leucemia. As colegas de equipa do Grupo Nun'Álvares jogavam com uma fita cor de rosa no braço,símbolo da luta contra o cancro, como forma de solidariedade. 

"É com grande pesar que comunicamos à família nunalvarista o falecimento da nossa Maria, atleta da equipa juvenil feminina do ano passado, equipa campeã distrital e vencedora da Taça AF Braga em 2018/2019.

Fora das quadras este ano devido a doença prolongada, a Maria nunca deixou de ter um sorriso contagiante e uma boa disposição apoiando a sua equipa a mais uma vitória no campeonato 2019/20.

A nossa menina deixará saudades a todos os que com ela conviveram no nosso Grupo.

Até sempre Maria..."

Futsal - 2.ª Div. Nac. | Guardião Rafa é a primeira renovação da AD Fafe



TEXTO. JCL | FOTO: DR

Quinta época de aurinegro 

A AD Fafe apresentou a primeira renovação na equipa de futsal para a temporada 2020/21 ao anunciar a continuidade do guarda-redes Rafa. 

O guardião, de 26 anos, vi para a quinta temporada ao serviço da AD Fafe, tendo ainda mais dois anos de experiência com as cores da Associação Sol Poente. 

Rafa não fez formação no futsal mas sim no futebol, ao serviço do Desportivo Ases de S. Jorge e GD Vasco da Gama.

Futsal Fem. - 1.ª Div. Nac. | Nun'Álvares contratou guarda-redes internacional


REDAÇÃO

Um reforço de peso 

A terceira johafora anunciada para a equipa de futsal do GCR Nun'Álvares é Maria Rocha e vem expressamente para a baliza  

Guarda Redes internacional A de 24 anos proveniente do Woman Napoli C5, fez a sua formação no SL Benfica e conta com passagens pelas equipas sénior do Loures e Sporting Clube de Portugal.

Resistência | Aos 42 anos Bispo Miguel ainda joga pelo Centro Lusitano de Zurique

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR


Certificou-se como treinador e também treina a equipa B do mesmo Clube

Aos 42 anos o fafense Bispo Miguel ainda não parou de jogar. Esteve uma época e meia a treinar a equipa de Futsal do GD Quinas e continuava a jogar na 4.ª Liga Suiça pelo Centro Lusitano de Zurich. 

Entretanto deixou de treinar a equipa de futsal porque as suas aspirações e objectivos eram outros. Após obter o curso de treinador que lhe dá oportunidade de treinar até à 3 liga helvética, optou por um projecto com mais visibilidade para o futuro e aceitou tomar conta da equipa B do Centro Lusitano de Zurique onde encontrou uma mistura de juventude, que vem das camadas jovens, com um pouco de maturidade de jogadores que não são opção para a equipa principal.

O treinador e jogador fafense diz que é um projecto desafiante e lhe dá maturidade e experiência para o futuro. "Tem corrido bem, na época 2019/20 conseguimos formar uma equipa quase de raiz com alguns jogadores da formação e andar nos cinco primeiros lugares da nossa série, ficando assim apurados para a segunda volta onde iam discutir a subida de divisão, no entanto a pandemia anulou tudo".

"Neste momento já começamos a treinar a preparar a nova época 2020/21 que em princípio começará em Agosto. O plantel foi reforçado com jogadores das camadas jovens, dando continuidade à formação e assim mantemos-nos focados no objectivo de formar e ajudar os jogadores a chegarem à primeira equipa do CL Zurich, que neste momento disputa a 4.ª Liga mas o objectivo é regressar à 3.ª Liga, refere o treinador/jogador".

Apesar dos 42 anos, Bispo encontra-se em excelente forma física. "Para já sinto-me bem, ainda consigo treinar três vezes por semana e jogar ao fim de semana". Continua a jogar na posição a que se agarrou bastante bem a alguns anos, médio defensivo, também conhecida por "trinco". "É sempre bom ter alguém com experiência e maturidade numa posição do campo onde é importante saber sair a construir jogo e também saber posicionar-se a destruir as linhas de jogo das equipas adversárias".

Na hora de agradecer Bispo não esquece o seu treinador adjunto, Jô Soares, que também é um amigo fafense que está em Zurich e que o tem ajudado muito e facilitado todo este processo de ser jogador/ treinador.

Pedestrianismo | Vândalos continuam a destruir o trabalho da ADTTR - Travassós Running Fafe

TEXTO: JCL | FOTO: DR

"Estão a fazer mal a todos aqueles que amam a natureza"

Destruir é fácil para quem faz dos actos de vandalismo as suas brincadeiras preferidas, ignorando os muitos dias, horas de trabalho e as privações à família que os elementos da ADTTR - Travassós Running Fafe têm para proporcionarem aos pedestrianistas passeios ímpares nas margens do Rio Vizela.

Quem toma partido nestes actos não está a destruir apenas o trabalho dos outros mas sim o seu próprio carácter o qual mais tarde ou mais cedo terá repercussões na sua própria vida porque fazer mal nem dá saúde nem estatuto a ninguém, além de prejudicar o trabalho de muitos e retirar a alegria de muitos mais, incluindo as centenas de pessoas de outros concelhos que costumam pernoitar no Parque de Campismo da Bairragem de Queimadela e fazer passeios nas margens do Vizela. 

Desta vez foi "mais um passadiço construído pela ADTTR - Travassós Running Fafe, destruído para fazer fogueiras, churrascos e afins..."

Este acto leva os responsáveis da ADTTR - Travassós Running Fafe a desabafar "acreditamos que um dia irão parar 10 minutos para pensar e perceber que não nos estão a fazer mal a nós, mas sim à nossa freguesia e a todos aqueles que amam a natureza e querem tirar o máximo partido dela. Tudo o que fizemos até hoje não foi para nós, foi para vocês e muito provavelmente se chegaram a este sítio tiveram que usufruir do passadiço que destruíram. Travassós não merece..."

Pró-Nacional AF Braga | Gonçalo Pereira reforça a baliza do CC Taipas

TEXTO: JOÃO CARLOS LOPES | FOTO: DR

Guardião mantém-se na mó de cima 

O guarda-redes fafense Gonçalo Pereira é reforço da baliza do CC Taipas clube Divisão Pró-Nacional da AF Braga, transitando de outro clube vimaranense, o União Torcatense.   

Além do Torcatense,o guardião já representou o FC Felgueiras B no seu segundo ano de sénior depois de ter feito uma época bastante positiva com subida de escalão na também equipa vimaranense de Os Sandinenses. 

A formação de Gonçalo foi dividida entre a AD Fafe o Vitória SC e Os Sandinenses, tendo começado nos Sub 12 da equipa fafense, passado pelos Suyb 15 dos Sandinenses no primeiro ano de iniciado, tendo feito o segundo no Vitória SC e o primeiro de Juvenil. Desde o segundo ano de Juvenil até terminar a formação representou sempre a AD Fafe. 

Recorde-se que Gonçalo, de 1,87 metros de altura  tem apenas 22 e o CC Taipas é um dos clubes que aposta sempre no regresso aos campeonatos nacionais. 

domingo, 14 de junho de 2020

Futsal - 1.ª Div. Nac. | Liana Alves renovou pelo GCR Nun'Álvares

TEXTO. JCL | FOTO: DR

Pivot mantém-se fiel às Condestáveis  

O GCR Nun'Álvares assegurou a continuidade de mais uma jogadora que representa a colectividade há várias temporadas  já com muita experiência na competição. 

Liana Alves que joga na posição de pivot vai manter as cores auriceleste na próxima temporada e é a segunda atleta com que o mister Rui Pedro Cunha pode contar em 2020/21. 

Dona de um potente remate, Liana, que mantém o n.º 27, é mais uma atleta que se identifica com a mística Condestável.    

Liga de Futebol AMAF | ADC S. Clemente apresenta mais dois jogadores

TEXTO: JCL | FOTOS: DR

Sobem para quatro as aquisições 

A ADC S. Clemente que está de regresso ao futebol popular para jogar na Liga da AMAF recrutou mais dois jogadores para o seu plantel que será orientado por Pedro Buba.

Quelhas e Raul são dois atletas que na temporada passada vestiram a camisola do Grupo Amigos de Travassós. 

Estes dois atletas juntam-se a Micael e Relho, anteriormente anunciados. 

Futsal Fem - 1.ª Div. Nac. | Capitã Ana Loira renova com o GCR Nun'Álvares

TEXTO: JCL | FOTO: DR

Esquerdina vai cumprir a sesta época como Condestável

Depois de algumas notícias de saídas de jogadoras o GCR Nun'Álvares anunciou a primeira renovação para a época 200/21, ao assegurar a continuidade da capitã Ana Loira. 

A jogadora, de 25 anos, que tem como pé preferencial o esquerdo vai para a sexta época como Condestável e será uma das figuras de proa de uma muito renovada equipa do GNA. 

Apesar das muitas saídas do plantel os responsáveis do Nun'Álvares prometem formar uma equipa competitiva e dar uma boa resposta no campeonato.         

Ex-atleta e advogado | Entrevista a Armando Mota um lutador nato apanhado por ELA

ENTREVISTA POR: JOÃO CARLOS LOPES | FOTOS: DR

Antes de ser Doutor já era um Grande Senhor em tudo

- “Mais vale um caminho de vida largo e curto do que estreito e comprido”

- “Esta doença tira-te tudo. Mas tudo mesmo”.

Aqueles que conhecem Armando Mota como desportista sabem que foi sempre o verdadeiro amigo do amigo, um lutador nato dentro do campo e uma força da natureza. Fez parte da primeira equipa federada da ACD Pica e por lá se manteve por 17 anos até deixar o futebol federado, abdicando de prémios de jogo ou qualquer outro subsídio, o que desde logo revelou a sua generosa atitude para com os outros e com a vida. A Pica cresceu com ele e ele cresceu com a Pica. Representou ainda outros clubes não federados com a mesma atitude e dignidade. Fora do campo a sua vida foi e continua a ser de luta diária e de conquistas até que, à sensivelmente cinco anos lhe foi diagnosticada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e foi perdendo gradualmente a sua independência motora, não lhe afetando porém, em nada, a capacidade cognitiva, como se pode avaliar pela excelente entrevista que nos concedeu. 

Não nasceu em berço de ouro, bem pelo contrário, cedo teve que se fazer à vida. Orfão de pai e filho único desde os 3 anos de idade, foi trilhando o seu próprio caminho na vida até concluir o curso de direito, profissão que exerceu até a doença o impedir de continuar. Aliás o Direito foi sempre o seu sonho e como pessoa obstinada que é perseguiu-o e alcançou-o, tal como outros sonhos idealizados ao longo da vida. Homem integro e honesto com todos os que se cruzaram no seu caminho, Armando Mota, manteve-se e mantém-se sempre fiel à sua forma de ser e orgulha-se da sua família com especial relevo para a recente aquisição dessa equipa, a sua neta Leonor. 

Apesar de estar numa situação que ninguém quer sequer imaginar a sua força de vontade leva-o a dizer que fez tudo o que queria fazer e alcançou tudo o que queria, mas não contava com esta rasteira da ELA. Em Novembro de 2015 que, ao pegar num “canhoto” teve o primeiro sintoma da doença e de lá para cá foi perdendo algumas capacidades motoras, tendo também realizado o seu último contacto com o desporto num jogo pelos veteranos da UD Fafe A60 numa deslocação ao Luxemburgo, em Junho de 2016. Aliás, Armando era um dos motoristas de serviço nas viagens que os veteranos faziam ao estrangeiro sempre que eram alugados carros ou carrinhas nos países de destino e fazia-o com uma enorme qualidade e muita segurança. 

Armando ainda se move de pé com o auxílio dos familiares, mas já não fala, recorrendo a um sistema instalado no computador, manipulado com os olhos, para comunicar, foi com ele que nos concedeu esta entrevista. É o próprio quem nos diz que a doença não afeta a parte cognitiva, mas também refere que ELA te tira tudo, mas tudo mesmo.

Apesar desta enorme rasteira da vida, Armando que sempre ajudou toda a gente que lhe cruzava o caminho, encara a vida com muita tranquilidade, resignado com a lotaria que lhe coube, fazendo de cada dia um novo desafio. Tem 53 anos e até aos 49 foi sempre saudável, nessa altura terminaram todos os seus projetos de vida e lembra que não adianta de nada andar com mesquinhices porque a vida passa e não volta. 

Nome: Armando Mota 

Idade: 53 anos

Naturalidade: Rego-Celorico de Basto 

Profissão: Advogado aposentado

Clubes e modalidades que representou: Outeiro, Docim, Quinchães e Eirós (este criado por mim e pelo meu amigo Alberto Gonçalves) (torneios populares), Santa Luzia de Casadela (futebol popular) e ACD Pica (futebol federado) e a única modalidade que pratiquei foi apenas futebol pois foi minha única grande paixão em termos desportivos. 

Recorda-se qual foi a sua primeira ligação ao desporto?

Sim foi nos juvenis do Fafe. Cheguei a realizar alguns treinos mas como era de uma freguesia e naqueles tempos não existiam transportes nem os pais queriam saber disso acabei por desistir. Lembro-me que dessa equipa entre outros fazia parte o Armindo, o Bareira, o Fernando Bruce (da Renault), o Caxana e o Sérgio Abreu, que era avançado na altura. 

Quando começou a praticar desporto a sério?

Só aos 19 anos. Como me evidenciava nos torneios populares e a Pica pretendia entrar no futebol regional, o Senhor Freitas e o malogrado Vítor Sampaio vieram a minha casa convidar-me para fazer parte do plantel. 

Fez formação em algum Clube, por quanto tempo?

Como referi anteriormente, o meu contacto com formação resumiu-se apenas àqueles treinos no Fafe. 

Que clube representou mais tempo e porquê? 

Foi, sem dúvida, a ACD Pica. Comecei com 19 e terminei com 36 anos. Era um dos mais novos quando comecei e sai como vice-presidente. Eu adorava jogar futebol e passei também a amar aquele clube porque o ajudei a crescer e a valorizar. Nunca recebi qualquer compensação ou sequer alguns daqueles prémios que estavam definidos em função dos resultados. Até as botas de futebol era eu que as comprava e sempre recusei o valor que o clube estipulava para ajudar na compra. É caso para dizer que eu, literalmente, pagava para jogar. Parece um paradoxo mas nunca gostei muito ver futebol e ainda hoje não vejo muito apesar de ter imenso tempo para isso. 

Como era o futebol e a convivência dos jogadores no seu tempo?

Era isso que me fascinava. O futebol não era tão bem jogado como nos dias de hoje, até porque as condições eram outras, mas a entrega era absolutamente total. A convivência era incrível sendo que, no início, a maioria dos jogadores eram de Quinchães e S. Gens. E era o que eu pretendia, uma saudável convivência e muita diversão. 

Fazer parte da UD Fafe A60 era muito mais que praticar desporto?

Quando terminei na ACD Pica fui convidado para representar o Santa Luzia de Casadela no campeonato de futebol popular que entretanto se tinha tornado, no âmbito do concelho, num campeonato já com relativa importância. Por aí fiquei até aos quarenta anos e onde também passei quatro anos fantásticos. Inicialmente como jogador e depois como escalador/jogador. E passo a explicar: nós não treinávamos e eu fazia a convocatória à quarta-feira por sms e no dia dos jogos limitava-me a escalar os jogadores para aquele jogo. Depois disso jogava nos grupos de amigos por aqui e ali. Não tinha conhecimento dos veteranos da UD Fafe. Quando vi, precisamente, uma reportagem no Montelongo Desportivo sobre uma viagem a França fiquei muito curioso e informei-me junto do “Geno” (Eugénio Freitas), que jogava comigo e que também já fazia parte do clube. Claro que ele me disse maravilhas! Passado um tempo, ele disse-me que falou à direcção no meu nome e se eu queria pertencer. E foi assim que acabei por entrar para a UD Fafe A60 sendo que, praticamente conhecia todos os jogadores, ou porque jogaram comigo ou contra mim. Encontrei um ambiente absolutamente extraordinário como seria de esperar e com uma organização invulgar para um clube de veteranos. Muito melhor do que muitos clubes federados. Uma coisa era certa, quando ao sábado organizava o meu equipamento no saco, sabia que independentemente do resultado me ia divertir muito. Foi assim até não poder ir mais. Apesar de já estar doente e com o diagnóstico fechado, ainda fui para o Luxemburgo para um torneio e foi lá que fiz o último jogo da minha vida. 

Como foi o seu percurso de vida extra futebol?

O meu percurso extra futebol é muito simples mas rico em conteúdo e demoraria uma eternidade a contar, pelo que vou ser o mais sintético possível. 

Nasci num lugar chamado de Quintela da freguesia do Rego em 13 de Outubro do ano de 1966. 

Sou filho de agricultores e órfão de pai desde os três anos de idade e filho único. Como o meu pai faleceu sendo eu ainda uma criança, a minha mãe, tentando melhor sorte veio para Quinchães onde continuou a exercer o que sabia fazer (agricultura) e eu desde muito criança ajudava no que podia (não era exploração infantil pois era prática comum naquela época e só me fez bem) e assim tive uma infância e juventude normal até casar e com uma passagem pelo Seminário em Braga onde ao fim de um ano fui “convidado” a sair. Na verdade acabei por casar muito jovem e por causa disso não concluí o ensino secundário onde também nunca fui um bom exemplo de estudante já que era muito malandro e o que eu queria era namorar e futebol. 

Com vinte anos já era pai de um belo menino e as responsabilidades aumentaram exponencialmente dado que tinha um filho para cuidar e nem eu nem a minha esposa trabalhávamos (ela que continuou a estudar) e por isso era necessário arrepiar caminho. Até que uma pessoa amiga me conseguiu um part-time na sede do PSD de Fafe para tomar conta do bar durante a noite e em simultâneo ajudava os meus sogros nas feiras, uma vez que eles eram feirantes. Aconteceu algumas vezes de sair da sede do PSD e ir directamente para as feiras sem dormir. Antes também já tinha tido uma breve incursão num restaurante como empregado de mesa e na construção civil, onde era uma espécie de manobrista. Até que quando fui jogar para o Pica o malogrado Vítor Sampaio me inscreveu para ir fazer testes psicotécnicos numa empresa de contabilidade em que o mesmo trabalhava. Passado pouco tempo fui chamado para ir trabalhar e por lá fiquei quase dois anos. A tarefa que me deram na empresa não era muito do meu agrado e a promessa de que brevemente iria fazer outra coisa não se concretizava, sendo que isso acabou por ser o fim dessa experiência. Depois fui para o escritório de uma fábrica em Cepães até que parte dos funcionários da minha anterior entidade patronal, que entretanto já eram amigos, decidiram sair e criar a sua própria empresa onde acabei por trabalhar durante nove anos. 

Findos esses nove anos, acabei também por criar a minha própria empresa, a “Ofifafe”, em sociedade com o Francisco, mais conhecido como “Cita”. Hoje em dia, e com a sociedade entretanto desfeita, é o meu filho mais velho que lidera o seu destino. Eu, entretanto, rumei para um novo desafio. 

Porque decidiu enveredar pela advocacia?

Aos 36 anos abandonei o futebol (os treinos eram à noite) e como tinha alguma estabilidade decidi ir estudar novamente e fui no pós laboral concluir o 12.º ano de escolaridade. Foi complicado porque tinha disciplinas das quais já não me lembrava de nada e então pedi livros emprestados para me atualizar sobre as matérias. Não foi difícil, mas exigia bastante de mim. O Direito foi sempre o meu sonho e que nunca pude concretizar. Na verdade fui trabalhar na área da contabilidade por ser uma necessidade porque em bom rigor nunca fui seduzido pelos números. Como sou uma pessoa obstinada e o sonho de ser advogado mexia muito comigo, procurei uma forma de tentar atingir o meu sonho. No entanto, naquela altura, só a Universidade Católica é que tinha o curso em pós-laboral. Depois de ponderar muito e falar com a família lá decidi ir estudar direito, em duplo sentido. Inscrevi-me nos exames nacionais, fui fazer específicas de História e Filosofia, de seguida fui a uma entrevista e assim começou a minha odisseia no Direito. E aqui sim, foi muito duro, já que durante o dia trabalhava e à noite lá ia para a Foz, no Porto, para frequentar as aulas. Foi assim a minha rotina durante quase cinco anos e sempre sozinho. Muitas vezes dava comigo na viagem a pensar porque é que me vim meter nisto? Mas a muito custo a todos os níveis lá ia. E consegui. Em 2007 licenciei-me em Direito pela Universidade Católica Portuguesa com a média de 12 valores. Depois ainda frequentei a parte lectiva do Mestrado em ”Direito dos Contratos e das Empresas” na Universidade do Minho, mas entendi dar por terminada a minha carreira como estudante e já não elaborei a dissertação. 

De que mais se orgulha ao longo de toda a sua vida?

De ser uma pessoa honesta com todos. Não tenho memória de algum dia intencionalmente ter prejudicado uma pessoa. Não quero com isso dizer que o que fiz ao longo da minha vida foi tudo bem feito. Claro que não. Mas costumava dizer que era muito mais difícil ser um senhor do que um doutor. Por isso mesmo é que eu sempre me mantive fiel à minha forma de ser. Tenho também obviamente muito orgulho na minha família, principalmente agora na minha neta Leonor.

Do que sente mais saudades? 

Em concreto de nada. Fiz tudo o que queria fazer. Tenho tudo o que queria ter menos a doença evidentemente mas já falo sobre isso. 

Como costumo dizer mais vale um caminho de vida largo e curto do que estreito e comprido. 

A vida pregou-lhe uma enorme rasteira. Quando soube que tinha Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)? 

No inverno de 2015 mais concretamente em Novembro quando fui pegar num “canhoto” para a lareira ele inexplicavelmente caiu-me. Naquele momento não liguei rigorosamente nada. Até que comecei a perceber que o músculo entre o polegar e o indicador estava ligeiramente diminuído na sua funcionalidade. Mas continuei a não valorizar nada. Passado sensivelmente um mês, ao jantar, não consegui cortar a carne porque a mão esquerda não tinha força suficiente. Aí foram os meus filhos que quase me obrigaram a prometer que ia ver o que se passava. Fiz uma eletromiografia e a médica disse que eu tinha um braço equivalente a um homem de 70 anos mas que não conseguia identificar a origem do problema. Falava-se em hérnia, em túnel de carpo, mas nada de mais. 

Iniciei de imediato a fisioterapia particularmente e após várias semanas em tratamento não assistimos a nenhuma melhoria. O fisioterapeuta aconselhou-me a ir a um neurologista. Fui mas com os exames que levava seria provavelmente uma siringomielia, que pode ser um ligeiro problema na coluna vertebral.

Já tinham passado quase três meses e percebi num jogo de futebol que hiperventilava e a minha voz era muito estranha, designadamente quando puxava por ela. Mas nem aqui fiquei preocupado. No entanto, fui consultar um pneumologista que me disse para não me preocupar pois estava tudo bem. Fui a um otorrino que me diz que o meu problema não era da competência dele. Aqui já começo a ficar um pouco preocupado até porque o referido músculo estava cada vez mais atrofiado e de vez em quando sentia os músculos literalmente aos saltos sem motivo aparente. Fui consultar um neurocirurgião e num simples teste percebeu que algo de muito errado se passava comigo e de imediato fui ao neurologista indicado por ele. No final da consulta vi que ele fez um relatório para ir ao Porto efectuar mais exames mas o “Dr. Google” quase que já me tinha esclarecido. Fiz mais uma série de exames e infelizmente os piores receios confirmaram-se. Tinha Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA. 

Falando um pouco sobre a doença. A ELA é uma doença neuro degenerativa sem qualquer tipo de cura e sem uma causa definida. Os médicos atribuem aos doentes uma esperança média de vida de três a cinco anos. Obviamente que cada caso é um caso diferente. Existem vários tipos da doença. A medular (quando tem o seu início nos membros superiores ou inferiores), a bulbar (quando tem início na fala e deglutição) e a difusa (quando tem início em ambos os lados). É o meu caso. 

Tem sido uma luta desigual ou ELA têm-lhe dado algumas tréguas?

Completamente. A ELA vai trilhando o seu caminho sem se importar muito com o que penso. No entanto no inicio da doença se me perguntassem se ao fim de quatro anos ainda estava cá, de imediato responderia que não. Eu ainda ando mas com auxílio, tomo banho de pé e algumas coisas mais. Mas já não falo, sendo que recorro a um sistema instalado no meu computador para comunicar com o mundo até porque, esta doença, não afecta a parte cognitiva. Obviamente já bastante debilitado, mas confesso que pensei não estar assim quando me disseram que tinha em média de três a cinco anos de vida. 

Esta doença tira-te tudo. Mas tudo mesmo. Deixas de andar, de mexer os braços, de falar de comer e, por último, também compromete, irremediavelmente, a capacidade de respirar, acabando na morte inevitavelmente. Quando já tinha diagnóstico e iniciei a fisioterapia ia no meu carro e fazia passadeira, bicicleta, entre outras. Gradualmente, cada vez andava mais devagar até não conseguir andar de todo. É uma doença terrível já que em bom rigor tu assistes à tua morte sentado na primeira fila e ao “vivo”. 

Não é por acaso que é considerada uma de três piores doenças que o ser humano pode suportar. 

Como tem encarado este grande problema de saúde?

Com muita tranquilidade. Estou resignado com a lotaria da vida. O que é para mim não é para mais ninguém. Portanto o melhor que posso fazer é desfrutar de cada dia da melhor forma possível e à minha maneira. No início quando pesquisava na Internet sobre a minha doença ficava muito transtornado com o que lia e via. Então deixei de o fazer (realmente é mesmo assustador) e tento ser o mais conciso possível quando tenho de pesquisar sobre algo que necessito. A verdade é que cada dia é um novo desafio para mim e para a minha família que também sofre demasiado principalmente a minha mulher pois é quem está mais próximo de mim e tem que levar por vezes com os meus dias menos bons. Esta doença é também considerada a doença da família já que irremediavelmente afeta todos os que te rodeiam de forma brutal porque a pessoa com ELA torna se completamente dependente a todos os níveis. 

Felizmente, tenho encontrado pessoas verdadeiramente fantásticas que têm atenuado e muito o meu sofrimento. Desde o pessoal médico, enfermeiros, técnicos e auxiliares aos fisioterapeutas (em especial a fisioterapeuta Sofia Boaventura que em tempo de confinamento tem sido incrível), às terapeutas da fala e às minhas cuidadoras todas e todos são profissionais extraordinários. Um grande bem-haja a todos. 

Mantém a esperança de a ciência arranjar solução para este tipo de doenças? 

Sim, claro que acredito e mantenho a esperança. Mas não nos próximos anos o que equivale a dizer que para mim não. É a doença dos neurónios motores o que significa que é no cérebro e na medula que eles se situam e é muito complicado ir a essas zonas do corpo. Talvez se fosse como o Covid 19 em que milhões de pessoas no mundo sofressem, a cura poderia ser mais célere. Mas como não somos muitos, comparando com outras doenças, é muito difícil e não é rentável. Em Portugal, por exemplo, existem cerca de 800 casos segundo a APELA (Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica) sendo, portanto, uma doença muito rara.

Tenho seguido com relativa atenção os estudos que se fazem um pouco por todo o mundo e infelizmente não vejo, por enquanto, grandes motivos de satisfação a não ser um medicamento que ainda se encontra numa fase muito precoce de testes e só será para a doença não progredir mais. 

Que mensagem deixa às pessoas que se queixam de problemas por vezes insignificantes se comparados com o seu? 

Até aos 49 anos fui sempre saudável. Já não me lembro quando foi a última gripe que tive e de repente vejo me com uma doença da qual nunca tinha ouvido falar. O meu mundo não terminou aí mas terminaram todos os meus projetos de vida. Num ápice verifiquei da pior forma que também era humano. Felizmente já tinha aproveitado um pouco dos prazeres que a vida me foi proporcionando e em boa hora o fiz. Por isso digo que devem aproveitar a vida da melhor forma que puderem. Não adianta de nada andarem com mesquinhices e não deixem de dizer a quem vos é querido o quanto os amam. A vida passa e não volta, lembrem-se sempre disso. 

Um agradecimento especial ao Montelongo Desportivo na pessoa do seu responsável João Carlos Lopes pela oportunidade que me deu essencialmente para divulgar esta doença. Eu também nunca tinha ouvido falar d’ELA.