Quem não marca sofre
Este era um jogo de extrema importância para o Antime para acalentar ainda a esperança de se manter neste Campeonato do Pró-Nacional que, apesar da derrota, ainda nada está definitivamente perdido em face dos resultados dos seus adversários. Por tal, o Antime apresentou-se nas Taipas a discutir o jogo que, com alguma dose de felicidade bem o poderia ter conseguido.
Na primeira parte houve algum ascendente da equipa da casa que criou perigo logo aos 3’, através da marcação de um canto com a bola a passar junto ao poste da baliza de Preto. Respondeu aos 6’, o Antime com um grande pontapé de Ricardo Morais de fora da área para a uma grande defesa do guardião visitante.
O Taipas tinha mais bola mas não conseguia penetrar na defesa do Antime e por tal apostava nos pontapés de fora da área e na marcação de cantos. Num deles, ao 23’, Preto correspondeu com uma boa defesa. A partir daqui os lances de maior perigo pertenceram todos aos Antime. Aos 27’, Vasco servido por Ricardo Morais isolou-se sobre a meia esquerda e já sem cima da pequena área não conseguiu fazer golo; aos 27’, Castanha intromete-se entre o guarda-redes e o defesa, remata de cabeça mas também não consegue o golo e aos 41’, é Malhado que tem tudo para fazer golo na marcação de um canto apontado por Lopes mas não consegue.
Na segunda parte o jogo continuou repartido mas com sinal mais do Antime que dispôs de oportunidades para se adiantar no marcador. Excepção aos 51’ com o jogador do Taipas a procurar o golo através de um grande pontapé de fora da área a que Preto correspondeu com uma enorme defesa.
O Antime acreditava que poderia levar deste jogo os três pontos e entre os 60’ e os 75’ dominou por completo o jogo, criando várias oportunidades para inaugurar o marcador.
Samu entrado aos 60’, poderia ter sido o jogador chave para chegar à vitória pois logo no minuto seguinte, servido por Gustavo, isolou-se e na hora do remate adiantou demasiado a bola. Aos 64’, foi Lopes a rematar à entrada da área para uma grande defesa do guardião taipense e aos 65’ foi novamente Samu a isolar-se e com Vasco e Lopes bem no meio da área não os conseguiu servir a preceito. Aos 73’ foi Lopes a isolar Vasco com o juiz auxiliar a tirar, mal, um fora de jogo.
Como quem não marca sofre, o Taipas chegou ao golo aos 78’ através da marcação de um livre, que deveria ter sido assinalado a favor do Antime, por falta atacante sobre Beijinhos. Num primeiro remate a bola rolou quase em cima da linha de golo que Neves conseguiu tirar, sobrando para Joel que, quando iria aliviar a bola foi empurrado pelas costas com o árbitro a nada assinalar, sobrando a bola para o jogador do Taipas que cruzou para o coração da área onde apareceu um colega seu a finalizar. Um golo duplamente irregular, com duas faltas a não serem assinaladas a favor do Antime.
O Antime ainda tentou até ao final chegar à igualdade sem contudo o conseguir e viria, ainda aos 90’, a sofrer o segundo golo, numa jogada bem delineada de contra-ataque pelo adversário.
Foi uma derrota tremendamente injusta para os jogadores do Antime que tudo fizeram para conquistar os três pontos, que bem o mereciam.
Recebe agora o primeiro classificado, Merelinense, que a exemplo do que aconteceu com o Brito e o Santa Eulália, poderá ser um jogo onde o Antime, a bater-se com esta atitude, bem pode também causar uma surpresa.
OFC ANTIME: Preto; Beijinhos; Malhado; Neves; Joel; Gustavo (Miguel, 72’); Ricardo Morais; Patocas; Lopes (Rui, 82’), Vasco e Castanha (Samu, 60’).
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