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terça-feira, 6 de Novembro de 2012

Opinião: Artigo do MD sobre a "Geração Facebook" tem dado que falar - O que não falta é amadorismo!


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Extracto do comunicado do Departamento de Formação da AD Fafe visando o meu artigo Geração Facebook está desconectada e a minha pessoa.

“Em resposta, expomos que o grupo de atletas injuriados no artigo são constituintes de uma equipa de vinte e quatro atletas, que apesar de já estarem perto da centena em treinos realizados na presente época, não apresentam faltas injustificadas aos treinos. Atletas que continuam a apresentar resultados escolares positivos e acompanhados pelo nosso clube. Atletas ativos nas comunidades escolares púbicas do concelho.

São atletas que não se escondem por detrás de um computador, atletas que contrariam um problema das sociedades de hoje em dia, atletas que têm encarregados de educação que alteram as suas rotinas e formas de vida para poderem acompanhar e a ajudar os seus filhos neste desporto, encarregados de educação que acabam de ver seus filhos injuriados, maltratados e desrespeitados.

O amadorismo deste tipo de trabalho (jornalismo amador), não pode ser desculpa para exceder o espírito do blog e opinar, questionar, afirmar atos falsos, incentivando a sentimentos negativos, sem nunca, nem em qualquer momento, verificar junto do clube, a veracidade dos factos”.

Departamento de Formação” (da AD Fafe)

Nota: Os direitos de resposta são enviados para as respectivas redacções de onde os artigos são emanados, para serem lidos no mesmo local e na mesma proporção da notícia. O "Departamento de Formação" da AD Fafe em vez de fazer isso, decidiu publicá-lo no seu "site", pelo que só aqui deixamos um extracto do mesmo, naquilo que nos diz mais respeito. De nada valendo enviá-lo agora que já foi tornado público.

Por infundada e ferida de ilegalidade não podíamos deixar passar em claro.  

 
CONTRA-RESPOSTA DO MONTELONGO DESPORTIVO

O que não falta é amadorismo!

Extraímos só esta parte acima destacada porque o resto é lirismo e falso pudismo de quem quer protagonismo sem nada ter feito para o merecer, bem pelo contrário, fizeram abordagens – mais que uma pessoa – incluindo o Coordenador da Formação, no sentido de me condicionar e de escrever apenas o que lhes convinha e até puniram um atleta por me dar a mera informação do resultado e de quem marcava os golos, alegando que "não foi só por isso mas também por outras coisas". Em momento algum se pretende denegrir seja quem for, e só uma mente deturpada verá, nesse artigo, ofensas ao Clube, pelo contrário, ou à dignidade ou honra dos atletas. O objectivo sempre foi, de forma habilidosa, ferir o orgulho dos jogadores para que mudem de atitude. Tão simples como isso. Pena é que, nem a “estrutura” nem “os meninos” tenham entendido assim.

Pena é também que não se mencione neste comunicado que o aqui signatário foi incomodado à meia noite de Sábado para Domingo por um vice-presidente que se disse responsável pela formação e além de confirmar que, “dois ou três atletas, pelo seu comportamento e pelos problemas que causam, deviam ter sido mandados embora há muito do clube”, ainda, de forma exacerbada, me soltou alguns impropérios.

Em parte alguma do texto os atletas são injuriados, maltratados ou desrespeitados como o letrista do comunicado (leia-se coordenador da formação) quer afirmar. Se assim fosse era matéria crime e certamente que a mesma pessoa que escreveu o comunicado não estaria a escrever “cartas de amor” e a defender os atletas naquilo que não passa de um romance de bolso barato, daqueles que andam aos tombos nas feiras de antiguidades e que já ninguém lhe pega.

Ao longo dos últimos anos sempre dei a cara pela formação da AD Fafe, escrevendo centenas de artigos e prestando um serviço que o agora senhor coordenador, que é pago para fazer o que faz, jamais prestará. Isto para não falar dos serviços prestados em 30 anos de jornalismo. Perguntem às gerações anteriores e aos treinadores de juniores e não só, e certamente os vossos argumentos cairão por terra. A única diferença é que eles além de grandes atletas eram humildes e os seus treinadores sabiam comunicar e preocupavam-se mais em treinar e educar os atletas do que com a eventual crítica, como sucede agora. A isso chama-se profissionalismo, dentro do amadorismo que não justifica os desaires e os problemas sucessivos para não falar de falta de competência. Porque, que eu saiba, todos os treinadores da formação da AD Fafe são amadores, como este jornalista que já foi profissional e nunca o deixou de ser na forma de trabalhar, quer se goste quer não. Tal como no futebol o resultado dos artigos nem sempre é o que se quer que seja. Há sempre alguém que não gosta.

Caro letrista, amadora é a forma como o senhor quer fazer o seu trabalho, tentando condicionar e fechar as portas a tudo que o rodeia porque não aceita, nem nunca aceitou, as críticas, vendo-as sempre pelo lado negativo quando as mesmas têm uma conotação positiva. Isso sucede praticamente desde o início do campeonato. Outros dirigentes, no seu lugar, tirariam uma cópia e colavam no balneário com um recado aos jogadores. É esta a imagem que querem passar lá para fora? Mas não, pelo contrário, quer justificar o seu insucesso arranjando um bode expiatório, mesmo sabendo que os problemas existem, ainda que diga que é falso. Não é, certamente, assim que vai conquistar o balneário. Eu não jogo, não entro em campo, não marco golos nem sou árbitro para ter as costas largas e servir de desculpa para os insucessos da equipa que o senhor orienta.   

Quem se esconde por detrás de um computador depois de ser uma pessoa sobejamente conhecida na praça, assinar tudo o que escreve e até ter a fotografia exposta? Talvez o senhor esteja a fazer isso porque assinar como o “Departamento de Formação” é muito vago e até tem um responsável ( o Senhor) que, nestas alturas, devia ter a dignidade de dar a cara e pelo menos assinar o seu nome no comunicado, ou só serve para ganhar mais que os outros treinadores da formação? Ou se é ou não é! Além disso - num golpe baixo - ainda quer envolver os pais dos atletas que têm idade suficiente para responderem pelos seus actos e se defenderem. Eles são Juniores não são "Petizes" nem "Traquinas".

De resto, estou convicto, que nem todos os agentes que trabalham na AD Fafe comungam da sua opinião, até porque o senhor - que nem é uma aposta consensual na formação, mas sim fruto de uma aposta pessoal -, nos últimos anos, por motivos profissionais, acompanhou o Clube à distância, essa mesma que quer imputar aos outros e através de um computador. Recorda-se quem lhe davas as informações? Era o Montelongo Desportivo! Quer saber porquê? Porque eu não via mais nenhum jornalista a acompanhar as camadas jovens da AD Fafe nos últimos anos e vi muitos jogos em casa e fora e esses ditos "jornalistas profissionais" só apareciam no final do campeonato para fazer entrevistas e quando havia “festa”. E nos jornais que havia na altura só publicavam e na íntegra o que lhes chegava e era feito pelos directores e treinadores do Fafe quando estes enviavam, o que era raro. Aí sim, viam-se coisas “ridículas”. Quem via os jogos à chuva e ao frio? “Se cego é o que não vê, mas mais cego é que aquele que não quer ver”. Não me recordo de o senhor ter feito qualquer critica ao meu trabalho nesse tempo todo.  

Volto a frisar, se os actos são falsos actuem criminalmente. Mas senhor coordenador, da formação da AD Fafe, fica já a saber que não foi isso que o senhor vice-presidente que me incomodou via telefone disse. No fundo e segundo as palavras dele o que vocês queriam é que eu tivesse falado convosco antes de escrever. O texto foi o culminar de um rol de situações, vividas com agentes desse clube, desde o treinador dos juniores (que é o senhor) aos próprios jogadores, passando por outras pessoas. Não estamos num país democrático? Agora eu vou escrever o que o senhor quer depois de me estar a tentar condicionar de várias formas? Sim, o senhor, porque mais ninguém se manifestou desta forma sobre o que escrevi nas camadas jovens nestes mais de quatro anos de Montelongo Desportivo, nem tão pouco “mandavam recados” como o senhor faz. Chame-lhe a isso o que quiser. Erros todos cometem e eu não estou isento.

Por tudo isto e pelas palavras do Vosso Comunicado, essas sim, a tentar denegrir a minha imagem, volto a dizer o que disse ao vice-presidente da AD Fafe, da qual sou sócio, “NÃO RETIRO SEQUER UMA VÍRGULA DAQUILO QUE ESCREVI”. Deixem-se de demagogias na análise. Não englobem o problema dos juniores num todo, que não corresponde à verdade. As guerras não levam a lado nenhum. Leiam com atenção o artigo e retirem o que lá tem de positivo! De resto, sejam “profissionais” e deixem este “amador” trabalhar. Não se esqueçam que o clube não são só os directores nem os treinadores, são também centenas de atletas, de familiares e de sócios (nos quais me incluo) que convivem de perto com os mesmos e sabem mais que aquilo que possa imaginar. A lei da rolha nunca foi boa solução em lado nenhum, porque a verdade escapa sempre por muito que queiram dizer que é mentira!

 
O DIRECTOR DO MONTELONGO DESPORTIVO

João Carlos Lopes 

P. S.: Deixo aqui o link para quem não leu poder ler:  Geração Facebook está desconectada 

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1 comentário:

Luís Peixoto disse...

Grande resposta.
Força João com certeza não desiludes aqueles que dão valor ao teu trabalho.

continua assim