Um tiro no próprio pé
O Andebol Clube de Fafe deu um tiro no pé ao perder com a formação do Madeira SAD que se apresentou no Pavilhão Municipal de Desportos, em Fafe, bastante desfalcada e apenas com 9 jogadores, sendo que dois deles eram guarda-redes.
O ACF fez uma primeira parte razoável mas longe daquilo que podia ter feito e, aliás, se tivesse tido outra eficácia neste período talvez não viesse a perder o jogo, frente a um adversário que está cheio de problemas financeiros e que, por via disso, viu fugir os seus melhores jogadores para outros clubes. O fafense Pedro Peneda, agora no ACF foi um dos que deixaram o Madeira SAD no decorrer da temporada.
Aos 5 minutos o ACF vencia por 3-1; aos 10 (5-2); aos 15 (7-5); aos 20 (9-7), aos 25 (13-9) e aos 30 (17-11).
Já com o resultado em 27-28, o qual se viria a confirmar no final, Donner pediu um minuto de desconto para dar ordens aos seus jogadores que se vieram a revelar providenciais. A dois segundos do final os fafenses beneficiaram de um livre mas nada veio a resultar do mesmo.
O Madeira SAD bem pode agradecer o contributo que o seu guarda-redes Luís Carvalho deu ao defender 21 dos 48 remates que foram á sua baliza. Já Miguel Marinho defendeu apenas dez num total de 48 remates feitos pelos madeirenses.
Luís Nunes foi o melhor marcador dos fafenses mas a eficácia esteve muito aquém daquilo que já nos habituou. Fez 17 remates linha de 9 metros tendo apenas concretizado cinco. Nos 6 metros marcou dois golos em três tentativas, tendo marcado um livre de sete metros em duas hipóteses que teve para concretizar. Por tudo isto teve uma eficácia de 36% no jogo. Também Pedro Peneda não esteve muito feliz neste jogo na linha dos nove metros ao concretizar apenas três dos nove remates efectuados. Porém, Peneda teve quatro acções defensivas e mais quatro assistências para golo. Quem voltou a estar em bom nível foi Eduardo Sampaio tendo marcado seis golos em sete remates que fez à baliza, sendo a melhor arma do contra-ataque fafense ao marcar nas três situações que dispôs, o que lhe valeu uma eficácia de 86 por cento na partida.
Na está perdido mas o ACF complicou aquilo que podia ser muito mais simples precisando agora de maior rigor e concentração nos próximos jogos.
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