Faltou mais ousadia aos operários
Na deslocação ao terreno do primeiro classificado desta Divisão de Honra, o Serzedelo, o Operário de Antime perdeu pela diferença mínima e numa altura em que ninguém acreditaria que houvesse qualquer golo, tal foi sempre a supremacia das defesas sobre os ataques.
Muito embora o Serzedelo tivesse muita posse de bola, o certo é que não criou qualquer embaraço para a baliza de Rui Neto. O Antime, por seu lado, também foi pouco ousado em termos atacantes. Daí que durante os 97 minutos de jogo não tivesse existido uma única situação clara de golo para nenhumas das equipas.
O único golo do encontro surgiu aos 86 minutos através da marcação de um pontapé de canto. Curiosamente, o lance que o antecedeu era claramente uma falta atacante sobre Rui Abreu, que o árbitro do encontrou não concedeu e da marcação desse canto, surgiu o avançado do Serzedelo solto na zona frontal da baliza de Rui Neto a cabecear, sem qualquer oposição, para o fundo das redes.
Nos restantes onze de minutos que ainda se jogaram, o Antime aproximou-se mais vezes da baliza do Serzedelo na busca do golo do empate, mas o seu adversário, muito experiente, foi queimando tempo e retirou à equipa do Antime qualquer possibilidade de alcançar o golo.
O Antime foi penalizado pelo único erro cometido durante todo o encontro, mas ficou a sensação que se tivesse sido mais ousado e criterioso em termos atacantes, o resultado bem poderia ter sido outro.
OFC ANTIME: Rui Neto: Rafa, Rui Abreu, Óscar, Di Maria (Sousa, 86'), Carioca, Abílio, Ricardo Morais (Maurício, 45'), Castanha (Samu, 74'), Romeu e Morais. Treinador, Paulo Soares.
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