Um dérbi onde não faltou nada
- Fernandes e Ângelo selaram a vitória
- É destes jogos que o povo gosta
O Arões recebeu o Pica num dérbi intenso
e venceu por 2-0, num jogo em que ambas as equipas se foram manifestando contra
os árbitros ao longo do jogo mas, no final, as queixas apenas persistiram por
parte do presidente e capitão do Pica, ao invés do treinador e presidente do
Arões que não viram motivos para criticar o árbitro. O dérbi teve uma grande
penalidade, dois jogadores e um delegado ao jogo expulsos, todos do Pica e
foram mostrados 14 cartões, dois deles vermelhos. De resto, foi um jogo muito
falado, dentro e fora das quatro linhas, com cada equipa reclamar para si o que
achava que tinha direito ou a repugnar decisões desfavoráveis. Houve pessoas
que perderam a voz de tanto sofrerem neste jogo.
O Arões entrou no jogo a querer apagar a
má imagem deixada nos últimos três jogos pelo que uma vitória no dérbi daria
outra moral à equipa e aos adeptos, o mesmo se aplicando ao Pica que, no
entanto vinha de uma vitória caseira sobre o Gerês.
Os aronenses beneficiaram de um livre
cobrado por Bruno Cunha na direita, a que Óscar correspondeu com uma cabeçada
espectacular mas Rui não lhe ficou atrás e fez uma defesa monumental. Estavam
decorridos sete minutos e o jogo prometia. Aos dez minutos, Ricardo Costa,
bateu um livre na direita com a parte de dentro do pé mas saiu ao lado do poste
mais distante. Um minuto depois, Zézinho cruzou para a área e André, por pouco,
não emendou á boca da baliza. Aos, 15 foi o mesmo Zézinho a mandar uma bomba de
fora da área que bateu nas costas de um defesa.
O Arões beneficiou de uma grande
penalidade aos 22 minutos, que Ricardo Costa haveria de desperdiçar ao querer
colocar demais enviando a bola ao poste. O lace precedente teve origem num
passe de Bruno Cunha para a área, onde Ismael recebeu no peito e tentava esgueirar-se
a Tiago que parecia ter o lance controlado. No entanto Rui saiu da baliza ao
encontro da jogada e os três jogadores acabaram por se embrulhar, tendo o
árbitro assinalado a marca dos 11 metros e mostrado cartão amarelo ao
guarda-redes, confirmando-o, dessa forma, como autor da falta.
Responde quase de imediato o Arões com
André a rematar na diagonal e Rui a encaixar.
O Pica reclamou grande penalidade sobre
Rambóia aos 38 minutos a qual não foi assinalada apesar dos protestos. Na
verdade, o jogador também não foi admoestado com cartão amarelo por eventual
simulação.
O Pica voltou á carga aos 43 minutos com
Alírio a desviar de cabeça para as costa da defesa onde apareceu Rambóia na esquerda
a rematar cruzado mas à figura de Carneiro. Um minuto depois o mesmo jogador
fugiu à marcação mas acabou a rematar por cima.
Na segunda parte foi o Pica a querer
assumir o jogo desde o início mostrando alguma confiança.
O Arões sofreu um revés aos 49 minutos
com a lesão de Óscar, um jogador que não tem tido sorte esta época neste
capítulo. De resto o Arões tem sofrido muito com as lesões de vários jogadores.
Exemplo disso é o avançado Raimundo, o melhor goleador da equipa, que está
impedido de jogar há vários jogos.
Assistiu-se a 20 minutos de pouco
futebol e muita luta, com o jogo a ser interrompido várias vezes para assistência
a jogadores, o que, de resto, já tinha acontecido na primeira parte.
O Pica ficou reduzido a dez aos 65
minutos por entrada extemporânea de Fernando a Ângelo, o que lhe valeu o
segundo cartão amarelo. Foi a partir daqui que o Arões passou a arriscar mais.
Aos 68 minutos Rui, com uma boa defesa, negou o golo a Gijo, numa bola que já levava
selo.
Aos 78 minutos o Pica teve um contra-ataque
de algum perigo, com Vasco e Serginho sozinhos na frente a fazerem o que podiam
mas não conseguiram fazer muito neste lance.
O Arões chegou ao golo aos 80 minutos.
Zézinho cruzou na esquerda ao segundo poste, onde estava Fernandes, livre de
marcação, a cabecear para o golo. De resto Fernandes saiu esgotado desta
partida que cumpriu até ao fim.
Aos 86 minutos, Brinca rematou rasteiro
ao ângulo inferior esquerdo da baliza de Rui mas este, mais uma vez, a negar o
golo ao Arões, com mais uma grande defesa. Não foi por ele que o Pica perdeu,
defendeu tudo o que era de defender e não teve qualquer culpa nos golos.
Um minuto depois, aos 87, o Pica ficou
reduzido a nove por exclusão de Joel, admoestado com cartão vermelho directo,
após um lance impetuoso no meio campo com Fernandes.
Já no primeiro os quatro minutos de
compensação, Ângelo que entrou aos 60 minutos para agitar e de que maneira a
partida, serviu Ismael e este na cara de Rui permitiu mais uma grande defesa ao
guarda-redes.
No minuto seguinte foi Ismael a
retribuir a gentileza ao assistir Ângelo e este, dentro da área, rematou
colocado sem hipótese para Rui.
Até final o Pica ainda tentou reagir mas
já era tarde.
No final ficamos a saber que o delegado
ao jogo do Pica tinha sido considerado expulso.
O trio de arbitragem também sentiu o
peso do dérbi e em determinados períodos do jogo não soube ter mão no mesmo.
Erraram em lances de somenos importância e grande importância para outros, mas para os dois lados. Foram exibidos
cartões a mais e ficaram outros que seriam aplicáveis por mostrar, bem como
faltas por marcar.
Jogo realizado no Campo de jogos do centro da Formação para a Juventude de Arões.
Árbitro: Fernando Cunha, auxiliado por
José Ribeiro e Luciano Maia.
ARÕES SC: Carneiro, Vítor Beijinhos,
Fernando Beijinhos, Ricardo Costa, Zezinho, Fernandez, Óscar (Gijo, 50’), Bruno
Cunha, Ismael, André (Ângelo, 60’) e Ivo Vieira (Brinca, 73’). Treinador:
Miguel Paredes.
ACD PICA: Rui, Tiago, Nené, Fernando,
Domingos (Nelinho, 82’), Fred, Edu, Joel, Alírio (Fábio Rafael, 67’), Rambóia
(Serginho, 71’) e Vasco. Treinador: Carlos Salgado.
DISCIPLINA: Amarelos: Fernando, 8’ e 65’;
Nené, 10’; Domingos, 17’; Rui, 23’; Alírio, 38’; Fernandes, 43’; Ismael, 60’;
Vítor Beijinhos, 70’; Brinca, 84’; Vasco, 87’; e Bruno Cunha, 90+4; Vermelhos:
Fernando, 65’ e Joel, 87’.
MARCADORES: Fernandes, 80’ e Ângelo,
90+2’.
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