“A federação tem que defender os clubes pequenos dos assaltos das equipas grandes”
Tudo começou com um golo de pontapé de bicicleta que a Laura Luís marcou pelo SC Braga contra o Estoril em 2019. Desde aí comecei a seguir mais o futebol feminino, através do Canal 11, refere Paulo Teixeira, responsável pela existência de Futebol Feminino no OFC Antime.
Começou assim a germinar-se a ideia de uma equipa de futebol feminino no Antime, pois afinal o clube já tinha 4 jogadoras a competir em futsal.
A partir daí os responsáveis dos Operários fizeram vídeos promocionais, que até tiveram honras de passagem no Canal 11 e iniciaram a captação ao longo do tempo. Tudo isto antes da pandemia quando já tinham 8 jogadoras e o processo de recrutamento corria bem até que tudo teve de parar.
Mas no OFC Antime não há o hábito de desistir dos projetos e em junho deste ano, com a retoma, surpreendentemente, apareceram mais meninas, ao ponto de conseguirem realizar o primeiro jogo treino contra o Tabuadelo. Nesta altura têm 16 atletas entre os 10 e os 15 anos e contam que possam aparecer mais algumas.
Em termos de competição, provavelmente vão competir no campeonato de Sub 13 e Sub 15 de futebol feminino da Af Braga, uma vez que devido às poucas equipas participantes, os mesmos se realizam alternadamente.
Paulo Teixeira afirma que “o nosso projeto de futebol feminino tem como principal objetivo, ajudar a mudar a mentalidade da sociedade fafense (pais) pois o futebol é para todos e para todas.
Nesse sentido prometem dar continuidade a este grupo de forma sustentável, e se possível criar outros escalões caso surjam novas atletas.
Os treinadores desta equipa são o mentor Paulo Teixeira que também faz parte da direção do Clube e João Silva ex-capitão e campeão pelos dos juniores do OFC Antime. Porque as mulheres também têm que fazer parte, as diretoras desta secção são Cristina Freitas e Sílvia Fernandes.
As pequenas atletas têm colhido este projeto com muita paixão o que tem sido uma verdadeira inspiração para todos. Alegria contagiante, compromisso e dedicação que demonstram nos treinos e jogos faça chuva ou faça sol não falham o que é verdadeiramente inspirador, refere o nosso interlocutor.
Isto está a originar que hajam mais miúdas a quererem fazer parte.”Nestes últimos dias apareceu-me mais uma e esta vai trazer mais duas”, referiu
“Em minha opinião o futebol feminino, é o principal projeto de desenvolvimento do nosso futebol, no entanto e para que este desenvolvimento seja célere e sustentável, as entidades competentes, Federação Portuguesa de Futebol e Associação de Futebol de Braga, deverão imperativamente defender os clubes pequenos dos "assaltos" que os clubes grandes lhe fazem”, refere Paulo Teixeira.
E argumenta, “para termos um desenvolvimento rápido e sustentável do futebol feminino em Portugal, temos de ter campeonatos bem compostos, e para isso é preciso haver muitas equipas. Se não vamos correr o risco de ter campeonatos com meia dúzia de equipas que detêm as jogadoras quase todas. As equipas ditas "pequenas" são a peça chave para o sucesso do futebol feminino”.
Remata que o OFC Antime não para de surpreender as pessoas do Concelho com as suas diversas iniciativas porque é “Mais que um Clube, uma identidade!”.
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