Sol Poente na final e Leões caem de pé
No primeiro jogo da passada noite de Sábado, Sol Poente e Leões do Ferro voltaram a reencontrar-se desta vez para disputar a decisiva segunda-mão das meias-finais, um jogo que prometia muito e onde se jogava o acesso à final da Liga. Apesar de ter vencido o primeiro jogo, a formação do Sol Poente sabia que iria encontrar um adversário forte e que se iria bater até ao último segundo. De destacar que esta foi a única equipa estreante a chegar a esta fase da prova, o que prova bem o seu valor enquanto colectividade.
Fruto de uma maior experiência e sem deixar os créditos da eliminatória por mãos alheias, a equipa do Sol Poente entrou melhor na partida beneficiando da notória ansiedade e nervosismo da equipa dos Leões. Miguel Cunha, à passagem dos 7 minutos viria a traduzir essa superioridade no marcador ao apontar o primeiro golo da partida, desviando o esférico ao segundo poste na sequência de um cruzamento tenso efectuado pela direita.
Por sua vez, os Leões iam tentando soltar-se mais na partida, mas ameaçavam a baliza adversária com remates de meia distância ou em lances de bola parada, porém, sem sucesso. Ia apresentando maior solidez de processos a formação orientada por Tista, sem conceder muito espaço a iniciativas adversárias.
O intervalo viria a surgir sem mais alguma alteração no marcador.
No segundo tempo os jogos ficaram mais disputado e mais vivo. O Sol Poente entrou com a mesma atitude e modelo de jogo, mas o destaque foi para os comandados de Pedro Santos, que se apresentaram mais desinibidos e atrevidos no ataque, proporcionando uma segunda parte espectacular a todos aqueles que se deslocaram ao Municipal.
A primeira oportunidade dessa segunda parte seria da autoria de Ruca (Leões), após ter trabalhado bem na área adversária, mas a errar o alvo por pouco.
Respondeu João Vitor (Sol Poente), no lance imediatamente a seguir, ao enviar a bola ao poste de André, depois de uma boa recuperação de bola ainda em meio campo adversário.
A partir dos 10 minutos o jogo “partiu” o que deu aso a uma maior displicência defensiva, originando mais espaços. Nesta altura o jogo era também de maior carácter físico originando um aumento de faltas acumuladas.
Aos 22 minutos, nova bola aos ferros da baliza dos Leões, desta vez com Mateus a demonstrar demasiada pontaria. Respondeu Raminhos com um grande remate, para defesa apertada de Teixeira.
Nos últimos dois minutos, viriam a surgir mais dois golos. Paulo Oliveira deu o empate para a sua equipa e ainda alimentou o sonho de levar o jogo para o prolongamento. O golo incendiou os ânimos, com as duas equipas a envolverem-se em algumas picardias. Já nos últimos segundos da partida, Mica carimbou a presença do Sol Poente na tão desejada final da Liga, depois de apontar o golo da tranquilidade.
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